O vazio de 40 mil metros que a L’Oréal vai deixar no Rio

Na semana passada, a L’Oréal anunciou ao Valor Econômico que havia assumido um centro de distribuição (CD) equivalente a nove campos de futebol em Jarinu (SP). A mudança foi celebrada pela francesa como parte de sua estratégia de crescimento para os próximos dez anos. Mas a decisão deixará um vazio no endereço que ficou pra trás: seu antigo CD no Rio.

A fabricante de cosméticos deve entregar em setembro o galpão de 40 mil metros quadrados que mantinha em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, segundo a consultoria SiiLa.

O galpão ficava no Caxias Park, que pertence ao fundo imobiliário Vinci Logística FII (VILG11). A L’Oréal informou que deixaria o CD de maneira antecipada em outubro passado e, desde então, está cumprindo os 12 meses de aviso prévio.

Sua saída fará com que a ocupação do imóvel despenque de 100% para cerca de 40%. (A General Mills, dona de marcas como Häagen-Dazs e Yoki, é a outra locatária do imóvel).

O fundo e a Fulwood, que gere o condomínio, ainda não encontraram outra empresa para ocupar esse vazio.

A sorte é que, graças à pujança do segmento de galpões logísticos, a saída da L’Oréal deve ter pouco impacto no desempenho do setor no Rio. Segundo a SiiLa, faz um ano que a absorção líquida — isto é, a nova demanda, descontado o lançamento de novos galpões — não fica abaixo de 30 mil metros no Rio. A vacância do estado é de apenas 12%.

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