OAB cita integridade das urnas e diz ao TSE que não identificou irregularidades na eleição

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 22.08.2022 - Vista de urna eletrônica na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo. (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 22.08.2022 - Vista de urna eletrônica na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo. (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Na véspera da entrega do relatório do Ministério da Defesa sobre as urnas eletrônicas, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) afirmou não ter constatado "qualquer fato que aponte suspeita" de irregularidades no processo eleitoral, concluído no último dia 30.

"Evidenciou-se, ao contrário, a postura transparente da Justiça Eleitoral na preservação da lisura e da segurança no processo", disse um relatório da OAB entregue nesta terça-feira (8) ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moraes.

Comissões vinculadas a cada seccional da Ordem nos estados e no Distrito Federal, segundo a entidade, monitoraram, junto aos tribunais regionais eleitorais, as diferentes etapas do pleito, nos dois turnos. A totalização dos votos no TSE foi acompanhada pela OAB nacional.

"Atestamos a confiabilidade e a integridade das urnas eletrônicas", afirmou a entidade no relatório encaminhado a Moraes. "Este Conselho Federal da OAB reafirma, seguramente, que o Brasil presenciou eleições limpas, transparentes e seguras."

Integrantes da corte, porém, temem que o relatório do Ministério da Defesa, cuja entrega ao tribunal é esperada nesta quarta (9), estimule os atos golpistas espalhados pelo país.

Isso porque a expectativa é a de que o documento da pasta subordinada a Jair Bolsonaro (PL) não seja assertivo quanto à confiabilidade do sistema eletrônico de votação.

Nesta terça, por exemplo, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, evitou reconhecer o resultado da disputa que deu a vitória ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em sua primeira entrevista coletiva desde que ocorreu o mensalão, escândalo que o levou à cadeia, o dirigente partidário condicionou o reconhecimento da derrota de Bolsonaro ao relatório que o Ministério da Defesa apresentará sobre as urnas.

"Vamos ter que esperar o relatório amanhã [quarta]. Temos diversos questionamentos que fizemos ao TSE [Tribunal Superior Eleitoral], vamos esperar essas respostas", disse.