OAB não assina Carta pelo Estado de Direito e fará seu próprio manifesto

BRASÍLIA, DF, 04.08.2022 - JAIR-BOLSONARO-DF: O presidente Jair Bolsonaro (PL), acompanhado da primeira-dama, Michelle, participa da cerimônia de sanção da lei que estabelece um piso salarial nacional para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiros. O evento acontece no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta quinta-feira. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 04.08.2022 - JAIR-BOLSONARO-DF: O presidente Jair Bolsonaro (PL), acompanhado da primeira-dama, Michelle, participa da cerimônia de sanção da lei que estabelece um piso salarial nacional para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiros. O evento acontece no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta quinta-feira. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) decidiu não apoiar a Carta aos Brasileiros e Brasileiras em Defesa do Estado Democrático de Direito, que será lida em ato na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco no próximo dia 11 de agosto.

Em seu lugar, a Ordem pretende divulgar seu próprio manifesto na próxima segunda-feira (8), após reunião do plenário, instância máxima da entidade, que reúne representantes dos 27 estados.

O texto ainda está sendo finalizado, mas expressará a rejeição da ruptura com a democracia e defenderá a urna eletrônica, que vem sendo atacada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

Apesar disso, o nome de Bolsonaro não deverá ser citado na carta, que deverá ser curta.

Segundo apurou a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a direção da OAB decidiu não se juntar ao manifesto do dia 11, que já tem mais de 700 mil assinaturas, para não queimar pontes com o governo, apesar de concordar com o teor do documento. A solução encontrada foi elaborar um texto próprio.

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