OAB questiona Polícia Militar do Rio sobre falhas na prevenção ao coronavírus

ANA LUIZA ALBUQUERQUE

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A comissão de direitos humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) enviou um ofício ao secretário de Estado de Polícia Militar do Rio, comandante-geral Rogério Figueredo de Lacerda, questionando a corporação sobre supostas falhas nos mecanismos de prevenção ao novo coronavírus, segundo denúncias recebidas pelo órgão.

O presidente da comissão, Álvaro Quintão, diz que um grupo de policiais militares já havia procurado a OAB no ano passado para reclamar das condições de trabalho. Segundo ele, com a epidemia do coronavírus, as queixas se intensificaram.

"Tem agentes que trabalham por escala, 36h direto, e dormem nos contêineres das UPPs, sem ventilação, sem nenhum tipo de higiene. Duas, três pessoas ao mesmo tempo", afirma.

Quintão diz que os agentes também não estão recebendo equipamentos de proteção individual (como máscaras e álcool em gel), e que estão muito preocupados com a exposição ao vírus.

No ofício, a OAB pede esclarecimento sobre o fornecimento de equipamentos de proteção individual para os agentes e para as pessoas conduzidas nas viaturas; a higienização das viaturas da PM; o compartilhamento de colete balístico entre os agentes; as condições sanitárias dos policiais acautelados no batalhão especial prisional; o meio de transporte dos policiais no deslocamento de casa para o trabalho; e o abono de faltas de agentes.

A reportagem procurou a PMERJ, mas ainda não obteve resposta.