OAS faz acordo de leniência e pagará R$ 1,9 bi em 28 anos

MÔNICA BERGAMO
***ARQUIVO***CURITIBA, PR, 05.09.2016 - O ex-presidente da construtora OAS Léo Pinheiro é preso e chega ao IML (Instituto Médico Legal) para realização de exame de corpo de delito em Curitiba (PR), após ser levado por condução coercitiva durante nova operação da PF denominada

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O grupo OAS assinou nesta quinta-feira (14) um acordo de leniência com a CGU (Corregedoria Geral da União) e AGU (Advocacia Geral da União). A empresa pagará R$ 1,9 bilhão em 28 anos.

Os desembolsos começam em 2020.

Nos primeiros quatro anos serão pagos apenas R$ 2 milhões por ano, num total de R$ 8 milhões.

Do quinto ao 10º ano serão desembolsados R$ 15 milhões anuais.

Apenas a partir do 11º ano do acordo serão pagos R$ 100 milhões por ano, totalizando enfim os R$ 1,9 bi

O acordo, segundo pessoas envolvidas nas tratativas, visou respeitar a capacidade de pagamento da empresa para que ela possa se capitalizar e atuar com saúde no mercado.

A OAS foi investigada na Operação Lava Jato por pagamento de vantagens indevidas e superfaturamento em licitações públicas nos estados da Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

O ex-executivo da empresa Léo Pinheiro foi preso e seu depoimento foi chave para a condenação de Lula no caso do tríplex. Ele agora cumpre pena em prisão domiciliar.