Londres abre investigação criminal por morte de russo Nikolai Glushkov

Londres, 16 mar (EFE).- O Reino Unido abriu nesta sexta-feira uma investigação criminal pela morte do exilado russo Nikolai Glushkov, amigo do oligarca Boris Berezovski, informou a polícia britânica.

Glushkov, de 68 anos e asilado político neste país, foi encontrado morto na segunda-feira durante a noite com sinais de estrangulamento, segundo a polícia britânica.

A Scotland Yard assegurou que não existem provas que relacionem a morte de Glushkov com os fatos ocorridos em 4 de março em Salisbury (sul da Inglaterra), quando foram envenenados o ex-espião russo Serguei Skripal e sua filha Yulia, que estão em estado crítico.

"Neste momento não existe nenhuma prova que relacione sua morte com as supostas tentativas de assassinato em Salisbury", informou a polícia em um comunicado.

A Scotland Yard anunciou hoje a abertura da causa criminal depois que a autópsia revelou que a causa da morte de Glushkov se deveu a uma "compressão no pescoço".

Dias depois de Skripal e de sua filha terem sido achados inconscientes, Glushkov, empresário e ex-vice-diretor-geral da Aeroflot, apareceu morto em seu domicílio de Londres.

O russo, exilado no Reino Unido, era próximo ao oligarca Boris Berezovski, um inimigo do Kremlin que foi achado enforcado em 2013 no Reino Unido.

Em Moscou, a porta-voz do Comitê de Instrução russa, Svetlana Petrenko, anunciou hoje que a Rússia abriu causas penais pela tentativa de assassinato contra Yulia Skripal e pelo assassinato "de Glushkov".

"A investigação será realizada segundo as exigências da legislação russa e as normas do direito internacional e, nela, participarão especialistas altamente qualificados", informou Petrenko.

Petrenko também disse que "foi aberto um caso criminal pela tentativa de assassinato da cidadã russa Yulia Skripal, que foi cometido mediante um método perigoso para o público na cidade de Salisbury".

E "foi iniciada outra causa criminal pelo assassinato do cidadão russo Nikolai Glushkov em Londres", acrescentou a porta-voz do Comitê de Instrução russo. EFE