Objetivos não alcançados, desavenças e fantasmas do passado: a vida de Jorge Jesus pós-Flamengo

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Após quase dois anos separados, Flamengo e Jorge Jesus voltaram ao noticiário com a revelação do treinador de que quer voltar ao clube. A declaração foi feita 127 dias após o português deixar o comando técnico do Benfica.

Em 17 de junho, 12 dias após renovar contrato com o Flamengo por mais um ano com a promessa de voltar ao Mundial de Clubes, Jorge Jesus rescindia o vínculo com o clube para voltar ao Benfica. Convidado pelo presidente Luiz Felipe Vieira, seu amigo íntimo, Jesus retornava a Portugal confiante em levar o clube de Lisboa de volta ao caminho dos títulos. Mas não foi o que aconteceu.

Acostumado com os bons resultados no Flamengo, onde teve mais títulos do que derrotas, Jesus chegou ao Benfica e, logo na estreia, tinha uma decisão pela frente. Em 15 de setembro, enfrentou o PAOK, da Grécia, que, comandado por Abel Ferreira, brigava por uma vaga na Champions League. Na fase classificatória para a competição europeia, os portugueses perderam para os gregos por 2 a 1 e tiveram o baque da eliminação precoce.

Sem vaga na Champions, Benfica e Jorge Jesus tiveram que se contentar com a Europa League, mas o resultado na competição não foi animador. Na segunda fase, já mata-mata, que antecede as oitavas de final, os portugueses foram eliminados pelo Arsenal.

Nas três principais competições nacionais, o treinador conseguiu levar o clube a ficar entre os quatro melhores em todas, mas, por outro lado, em nenhuma o título veio. No Campeonato Português, terceiro lugar com 76 pontos, nove a menos de Sporting e atrás também do rival Porto.

Nas copas, duas derrotas para o Braga. Primeiro na semifinal da Taça da Liga, e depois na decisão da Taça de Portugal — com gol de Lucas Piazon, hoje no Botafogo.

Ambiente conturbado

Mesmo assim, Jorge Jesus foi mantido como treinador por Luiz Felipe Vieira que, na passagem da temporada 2020/21 para 2021/22, renunciou do cargo de presidente do Benfica enquanto passava por investigação de um suposto envolvimento em um esquema de corrupção.

Dentro de campo, os resultados foram melhores, mas não o bastante para conquistar os títulos falados no começo do projeto, o que acabou minando a segunda passagem de Jorge Jesus pelo Benfica.

Na Champions League, principal competição da temporada, os benfiquenses de Jesus conseguiram um feito, ao ficar na segunda colocação de um grupo com Barcelona e Bayern de Munique — com direito à vitória sobre os catalões por 3 a 0.

Mesmo com o marco na competição europeia, o clima em Portugal não era dos melhores. Em dezembro, Marcos Braz, vice-presidente de futebol do Flamengo, e Bruno Spindel, diretor de futebol do rubro-negro, que haviam acabado de demitir Renato Gaúcho após o vice na Libertadores, viajaram para Portugal afim de encontrar um novo treinador e se encontraram com Jesus — em fala ao UOL, o técnico afirmou que a ida dos dirigentes acabou atrapalhando a sua continuidade no Benfica.

Enquanto a cúpula rubro-negra tentava negociar com o treinador, Jesus lutava pela continuidade no clube português. No campeonato nacional, embalou duas goleadas (4 a 1 contra o Famalicão e 7 a 1 contra o Marítimo). No entanto, o golpe final contra o treinador foi na derrota por 3 a 0 para o Porto, em 23 de dezembro, nas oitavas de final da Taça de Portugal. Após a partida, Pizzi, um dos capitães do time, ainda se envolveu numa polêmica com Jesus e a comissão técnica, que afastaram o jogador dos treinamentos com o restante do elenco. Os atletas, por outro lado, não gostaram da atitude. Relatos da imprensa local afirmam que os jogadores foram determinantes para o fim do casamento entre Jorge Jesus e Benfica.

Cinco dias depois, em 28 de dezembro, a saída de Jesus foi anunciada. No dia seguinte, 29, o Flamengo anunciou a contratação de Paulo Sousa, que deixou a seleção da Polônia em meio a preparação da repescagem para classificação da Copa do Mundo, para assumir o rubro-negro.

Com a saída do clube português, Jorge Jesus voltou ao radar do Brasil. Atlético-MG, Corinthians e recentemente o Fluminense, que ficaram sem treinadores, procuraram o comandante, como o próprio revelou ao UOL, mas nenhum negócio foi fechado. "Já basta o que sofri em Portugal por trocar o Benfica pelo Sporting", falou.

Desde então, são 128 dias desde que Jesus deixou o Benfica. Ainda sem clube, há indícios de que Jesus tem negociação em aberto com o Fenerbahçe, da Túrquia. Dessa forma, o clube turco pode ser o caminho do português após o tal dia 20, que o mesmo deu como data limite para uma suposta vinda para o Flamengo.

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