Obra destruída de Bansky bate recorde em novo leilão

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AFP
  •  "O Amor está no Lixo" supera antigo recorde do artista, Game Changer, feito em homenagem aos profissionais da saúde

  • Obra é resultado da destruição parcial de um antigo quadro de Banksy, "Menina com Balão"

  • Criada em protesto contra o mercado da arte, ironicamente esta se tornou sua obra mais cara vendida em leilão

O recorde de vendas do artista de rua britânico Banksy foi mais uma vez quebrado. Anteriormente, Game Changer, obra dedicada aos profissionais de saúde durante a pandemia, havia sido a mais cara, sendo vendida por 16,7 milhões de libras esterlinas (125 milhões de reais). Agora uma nova obra quebrou o recorde que havia sido estabelecido em março.

Trata-se da obra "O Amor está no Lixo" (Love is in the Bin), vendida pela casa de leilões Sotheby's por 18,6 milhões de libras (135 milhões de reais) nesta quinta-feira (14).

Em 2018 este quadro passou por uma mudança radical, quando foi picotado ao vivo logo após ser vendido por 1 milhão de libras (7,5 milhões de reais). "Menina com Balão" (Girl with Balloon) como era conhecido antes, foi destruída pelo britânico, logo após ser vendida para um investidor europeu anônimo.

O diretor de arte contemporânea da galeria, Alex Branczik disse que a manobra "não destruiu a obra tanto quanto criou uma outra". Para Will Gompertz, antigo editor de arte da BBC, "O Amor está no Lixo" será lembrada como "uma das obras de artes mais significativas do início do século 21"

"Não é uma pintura que pode ser comparada a um Rembrandt, ou uma escultura que ficará ao lado de David de Michelangelo, mas em termos de arte conceitual, a peça emana a sensibilidade do dadaísta Marcel Duchamp, é excepcional. Foi brilhante tanto na concepção quanto na execução", disse Gompertz.

Bansky é conhecido por sua arte anticapitalista, Banksy geralmente prefere usar os muros das cidades como telas, ao invés da lona tradicional. "O Amor está no Lixo", que foi criado em um protesto contra a aproximação da arte com o capital, acabou por se tornar sua peça mais cara. Agora, o quadro senta na casa de um colecionador asiático anônimo.

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