Obra melhora abastecimento de água no Morro do Salgueiro, na Tijuca

Lata d’água na cabeça, lá vai Eunice, lá vai Eunice. A marchinha de carnaval, que se referia a Maria Lata D’Água, sambista carioca eternizada nos versos escritos por Luiz Antonio e Jota Júnior, encaixa-se perfeitamente na antiga rotina de Eunice Silva, de 66 anos, moradora do alto do Morro do Salgueiro, na Tijuca. Tempos depois, ela e alguns vizinhos, com os próprios recursos, instalaram bombas que abasteciam as suas casas. Mas não de forma constante e eficaz. Por isso, a sambista não esconde a satisfação de ver a realidade do seu lar transformada a partir da chegada de uma melhor distribuição do serviço pela comunidade, realizado pela companhia Águas do Rio.

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— Vi minha comunidade crescer muito ao longo dos anos, mas os serviços públicos nunca acompanharam esta mudança. Finalmente, tenho água todo dia em casa — ressalta Eunice, que faz parte das 250 famílias beneficiadas com a implantação de 700 metros de novas redes de distribuição de água.

Para levar ao alto do morro 50 mil metros cúbicos de água por hora, a empresa instalou, na subida do Salgueiro, um sistema de bombeamento (booster), o que garante a pressão na nova rede. De acordo com o diretor-executivo da superintendência de Comunidades, Renan Mendonça, a vazão de água será suficiente para as demandas atual e futura da região.

— Não existia rede padrão nessa região; e onde havia fornecimento, a pressão não era suficiente para atender os moradores. Esse trabalho faz parte de um conjunto de ações de melhorias que estamos executando nas comunidades para universalizar o serviço de água e garantir qualidade de vida para a população — diz o gestor.

De acordo com o diretor superintendente de Comunidades, Guilherme Campos, a ação no Morro do Salgueiro faz parte do programa de melhorias da Águas do Rio no caminho da universalização dos serviços.

— O nosso foco é levar serviços às áreas de maior vulnerabilidade social, como o topo das comunidades cariocas. Historicamente, esses espaços são habitados por pessoas mais vulneráveis, aquelas sem acesso aos direitos básicos. Queremos garantir dignidade e qualidade de vida, especialmente para essa população que durante anos sofre com a falta de saneamento básico — observa o diretor.

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