Obra religiosa intensifica ajuda aos refugiados durante pandemia

Regiane Jesus
·1 minuto de leitura
Divulgação

Refugiados_Irmã Rizomar e Yenyt Gonzalez_Colombia.jpg

Divulgação

RIO — Acolher quem vem de longe ou os que sempre estiveram por perto é a missão da Casa Provincial das Filhas da Caridade. As freiras tocam com mãos suaves e, ao mesmo tempo, de ferro, a obra social, um dos braços do complexo, na Tijuca, que também conta com o Hospital São Vicente de Paulo e o Santuário da Medalha Milagrosa. Diretamente da sede situada na Rua Doutor Satamini 333, as irmãs em Cristo estão à frente de várias instituições ligadas à educação — 15 no total, entre creches e escolas — e casas de repouso para idosos, bem como do Centro de Atendimento aos Refugiados. Todos esses projetos, de alguma forma, com a ajuda de voluntários e de doações, continuaram funcionando para levar alimentos, produtos de limpeza e higiene, além de informação e educação, às pessoas em situação de vulnerabilidade. Mas uma das ações, em especial, esteve o tempo todo, de portas abertas, apesar da pandemia.

Criado em 2019, o Centro de Atendimento aos Refugiados, em Botafogo, é o ponto de apoio para quem chega ao Rio em busca de uma oportunidade para recomeçar a vida a milhas longe de casa. Diretora-tesoureira e conselheira da Casa Provincial das Filhas da Caridade no São Vicente de Paulo, irmã Rizomar ressalta a importância desse trabalho:

— A cada dia chega mais gente. A maioria vem do continente africano, sem nada, precisando de tudo. Iniciamos o projeto apoiando 200 famílias e já são 480. O objetivo é ensinar o nosso idioma a essas pessoas e ajudá-las a encontrar um trabalho. Com o mesmo amor que acolhemos os brasileiros em outras obras sociais, acolhemos quem vem de fora — diz a religiosa, que disponibiliza para contato o perfil @centro_refugiados no Instagram.

SIGA O GLOBO-BAIRROS NO TWITTER (OGlobo_Bairros)