Obras deixarão aeroporto Santos Dumont quase deserto durante um mês

JÚLIA BARBON

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A correria, as longas filas e o trânsito intenso que tomam conta do aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro, sempre que chega o fim de semana devem dar lugar a um clima tranquilo e a um terminal praticamente deserto daqui a 15 dias.

Isso porque, de 24 de agosto até 21 de setembro, quase todos os voos que estavam previstos para pousar ou decolar do terminal doméstico foram transferidos para o aeroporto internacional Tom Jobim, o Galeão, na zona norte carioca.

O motivo da mudança é uma obra de manutenção que vai trocar todo o revestimento da sua pista principal, o que não acontecia há dez anos, e vai garantir a segurança das operações por mais uma década, segundo a Infraero, administradora do local.

As três empresas aéreas que usam o aeroporto tiveram 45 dias para readequar sua malha de voos. A Gol e a Latam decidiram transferir todos eles para o Galeão, com alguns ajustes de horário, permitindo que o passageiro remarque a viagem sem custos ou receba o reembolso integral.

A Azul é a única que vai continuar operando no Santos Dumont durante os 29 dias de obras, mas só com voos para Campos dos Goytacazes (RJ), São José dos Campos e Ribeirão Preto (SP). Em setembro, também entrará no grupo a capital Vitória (ES). 

Essas quatro cidades somam nove voos diários pela companhia, que serão possíveis porque a pista auxiliar do terminal vai continuar funcionando. Com 63 metros de comprimento e 12 metros de largura a menos que a pista principal, ela comporta apenas aviões menores.

Alguns ajustes tiveram que ser feitos nessa pista secundária por exigência da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) antes que as obras maiores de manutenção começassem, por isso elas foram adiadas --a previsão anterior era de início na segunda-feira (12).

As companhias aéreas não informaram quantos clientes e voos foram afetados, dizem apenas que estão comunicando todos sobre as mudanças. Esses números, porém, devem girar perto de 760 mil passageiros e 8.000 pousos e decolagens, dados de setembro do ano passado da Infraero.