Obras na Orla Conde seguem sem previsão de conclusão

RIO — As obras na Orla Conde, iniciadas no último dia 14 após um afundamento do piso da Praça da Pira Olímpica seguem sem previsão de conclusão. Contudo, a falha já foi identificada e corrigida: técnicos da prefeitura detectaram que a causa do problema ocorreu devido a dois rompimentos numa antiga galeria de drenagem de águas pluviais que passa por baixo do local, interditado por tapumes desde o início das intervenções.

Segundo o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp), Gustavo Guerrante, foi necessária a escavação de dois buracos de cerca de cinco metros de diâmetro e cinco de profundidade cada para detecção e conserto dos pontos danificados na tubulação.

— Como desconfiávamos, o problema estava na drenagem, em dois pontos de tubulações antigas que se romperam, um deles de maior gravidade. Já solucionamos o problema e iniciamos a cobertura de um dos buracos, tarefa essa que precisa ser feita de forma gradativa para que possamos acompanhar o comportamento do solo de forma segura, pois trata-se de uma região sensível — explica Guerrante.

Ele garante ainda que não foi identificado nenhum risco ou dano ao túnel Marcello Alencar, que passa de forma subterrânea na região colada à Baía de Guanabara e abaixo do nível do mar.

— Com a abertura do segundo buraco, nós escavamos pouco menos de cinco metros em direção à Praça Quinze e, assim, achamos a segunda falha, de menor gravidade. Estamos fechando o orçamento da obra essa semana, mas o que podemos destacar é que não houve nenhum impacto no túnel: não houve nenhum sinal de alteração ou sedimentos por lá — destacou o presidente da Cdurp, acrescentando ainda que a área será liberada para circulação e os tapumes retirados assim que as obras terminarem.

Para Carlos Eduardo Canejo, coordenador do curso de Engenharia da Universidade Veiga de Almeida, apesar desse tipo de afundamento ser relativamente comum, locais mais próximos ao mar tendem a sofrer mais com esse tipo de situação.

— No ambiente urbano, quando se faz pavimentação de vias públicas, ocorrem muitos reaterros sobre solos antigos, além de lençois freáticos que, eventualmente, podem elevar um pouco mais. Então, as áreas onde há efeito de maré, rede de drenagem pluvial antiga e rede de abastecimento de água podem vir, em função de trincas e fissuras na tubulação, sofrer com uma maior umidade do solo, causando esse afundamento — explicou o especialista.

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