Ocidentais se opõem à presença de mercenários russos no Mali com apoio de Moscou

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Os mercenários russos da empresa paramilitar Wagner iniciaram seu destacamento no Mali, com a ajuda de Moscou, denunciaram nesta quinta-feira (23) cerca de 15 potências ocidentais envolvidas na luta anti-jihadista e na formação de soldados neste país.

Os signatários, no entanto, não ameaçam diretamente Bamako com a saída das forças estrangeiras, ainda que Paris já tivesse prevenido que a chegada ao território do Mali dos paramilitares de Wagner seria "incompatível" com a manutenção dos soldados franceses destacados no país. Essa perspectiva tem sido há meses motivo tensões crescentes entre a junta do Mali no poder e a França. O presidente francês, Emmanuel Macron, desistiu de ir à capital Bamako na última segunda-feira (20).

“Nós (...) condenamos veementemente o envio de mercenários ao território do Mali”, destaca um comunicado conjunto entre diversos países, incluindo França, Alemanha, Reino Unido e Canadá, denunciando “o envolvimento do governo da Federação Russa no fornecimento de apoio material à implantação do grupo Wagner no Mali”.

De acordo com uma fonte do governo francês, "hoje podemos ver repetidas rotações aéreas no local com aviões de transporte militar pertencentes ao exército russo, instalações no aeroporto de Bamako que permitem a recepção de um número significativo de mercenários, visitas frequentes de executivos de Wagner a Bamako e as atividades dos geólogos russos conhecidos por sua proximidade com Wagner".

Nesta quarta-feira (22), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, já havia alertado o Mali sobre as consequências financeiras e a desestabilização do país, já atormentado pela violência, caso o governo recrutasse Wagner, grupo conhecido por ser próximo ao Kremlin.


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