Ocidente eleva pressão sobre generais de Mianmar em meio a acusações contra Suu Kyi

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(Reuters) - A Organização das Nações Unidas afirmou que mobilizará pressão internacional para garantir o fracasso do golpe militar de segunda-feira em Mianmar, ao mesmo tempo em que a polícia de Mianmar apresentou acusações contra a líder deposta Aung San Suu Kyi por importação ilegal de equipamentos de comunicação.

Suu Kyi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, foi detida na segunda-feira, juntamente com outros políticos civis. Ela está sendo mantida em prisão domiciliar na capital, Naypyidaw, de acordo com uma autoridade de seu partido.

Segundo um pedido da polícia a um tribunal detalhando as acusações contra Suu Kyi, de 75 anos, foram encontrados em uma busca em sua casa em Naypyidaw seis rádios walkie-talkie importados ilegalmente e usados ​​sem permissão.

O documento analisado na quarta-feira pedia a detenção de Suu Kyi "para interrogar testemunhas, solicitar provas e buscar aconselhamento jurídico".

Um documento separado mostrou que a polícia apresentou acusações contra o presidente deposto Win Myint por violar os protocolos para impedir a disseminação do coronavírus durante a campanha eleitoral em novembro passado.

A Liga Nacional para a Democracia (NLD) de Suu Kyi venceu a eleição de forma esmagadora, mas os militares, liderados pelo chefe do Exército, general Min Aung Hlaing, alegaram que a votação foi marcada por fraude e justificaram sua tomada do poder com base nisso. A comissão eleitoral disse que a votação foi justa.

A tomada de poder interrompeu a longa transição de Mianmar para a democracia e atraiu forte condenação de países ocidentais, do G7 e das Nações Unidas.

"Faremos tudo o que pudermos para mobilizar todos os principais atores e a comunidade internacional para colocar pressão suficiente sobre Mianmar para garantir que esse golpe fracasse", disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, em entrevista transmitida pelo The Washington Post na quarta-feira.

A Casa Branca informou que enfrentar o golpe em Mianmar é uma prioridade para os Estados Unidos e que Washington está analisando possíveis sanções em resposta.

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))

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