Ocupação de leitos de UTI diminui em todo o país, aponta Fiocruz

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SÃO PAULO — A ocupação de leitos de UTI Covid em 90% dos estados brasileiros, mais Distrito Federal, e 85% das capitais está fora das zonas de alerta (acima de 60%), segundo o Boletim Observatório Covid-19 da Fiocruz desta semana. O levantamento comprova o cenário de melhora nas hospitalizações de todo o país.

Roraima (82%) é o único na zona crítica, com índice superior a 80%, mas o estado tem um cenário peculiar porque há muitos poucos leitos disponíveis A capital, Boa Vista, tem 82% de ocupação. Já o Rio de Janeiro, que vinha se mostrando em situação mais preocupante como epicentro da variante Delta no país, apresentou queda de 72% para 66% no indicador, o que agora o coloca na zona de alerta intermediário. No entanto, a capital fluminense permanece em alerta crítico, com 94%.

De acordo com os pesquisadores do Observatório, esse dado reflete a tendência geral de diminuição da incidência de casos graves, internações e mortes por Covid-19. Nesta quarta-feira, a média móvel de mortes foi a mais baixa desde 13 de novembro, com 461, segundo o consórcio de veículos de imprensa.

“A redução simultânea e proporcional desses indicadores demonstra que a campanha de vacinação está atingindo o objetivo de proteger a população do impacto da doença. No entanto, o ainda alto índice de positividade dos testes e a elevada taxa de letalidade da doença (atualmente em 3%) revela que a transmissão do vírus é intensa e diversos casos assintomáticos ou não confirmados podem estar ocorrendo, sem registro nos sistemas de informação”, ressaltam.

Para eles, é preciso interromper a cadeia de transmissão, principalmente, pela campanha de vacinação. Para isso é preciso completar o esquema vacinal de todos os adultos acima de 18 anos, vacinar adolescentes e fazer o reforço dos grupos mais vulneráveis.

Confira a ocupação de leitos

Roraima e Rio de Janeiro são os únicos dois estados com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid superiores a 60%. Goiás (52%) e Rondônia (47%) deixaram a zona de alerta intermediário, enquanto Pernambuco (43%) e Espírito Santo (48%) tiveram aumento nas taxas, o que pode ser explicado pela redução significativa no número de leitos disponíveis. A ocupação nos outros estados foi: Acre (7%), Amazonas (34%), Pará (35%), Amapá (16%), Tocantins (41%), Maranhão (42%), Piauí (41%), Ceará (38%), Rio Grande do Norte (30%), Paraíba (20%), Alagoas (14%), Sergipe (20%), Bahia (30%), Minas Gerais (29%), São Paulo (33%), Paraná (57%), Santa Catarina (47%), Rio Grande do Sul (51%), Mato Grosso do Sul (34%), Mato Grosso (43%) e Distrito Federal (57%).

Vinte e duas capitais estão fora da zona de alerta. Em destaque, quedas no indicador foram registradas em Fortaleza (60% para 55%) e Belo Horizonte (61% para 56%), que deixaram a zona de alerta intermediário, e também em Curitiba (75% para 65%), Porto Alegre (66% para 61%) e Goiânia (69% para 65%).

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