OEA analisa se investiga secretário-geral Almagro 'por suposta conduta inapropriada'

A Organização dos Estados Americanos (OEA) avaliará na próxima quarta-feira se investigará seu secretário-geral, Luis Almagro, "por suposta conduta inapropriada" envolvendo uma funcionária da OEA com quem teria mantido ou manteria uma relação sentimental, segundo a convocação publicada nesta sexta-feira (4).

A delegação de Antígua e Barbuda, com o apoio de Belize e Santa Lúcia, e a do Uruguai pediram uma sessão extraordinária do Conselho Permanente, o órgão executivo, - que por fim será ordinária - para considerar uma "investigação por suposta conduta inapropriada do secretário-geral".

Em coletiva de imprensa após a Assembleia Geral da organização em Lima em outubro, o próprio Almagro afirmou que havia recebido uma denúncia anônima que o acusava de ter violado o código de ética e de trabalho.

Almagro disse que havia levado a questão ao conhecimento do escritório do inspetor-geral "para que fizesse as investigações correspondentes" e que estava "muito tranquilo".

Em uma carta datada de 31 de outubro e publicada no site da OEA, o escritório apresenta uma proposta ao presidente do Conselho Permanente para que "seja realizada uma investigação por meio de uma empresa externa".

Na carta, o inspetor-geral Hugo Eduardo Ascencio detalha que, após receber a petição de Almagro, solicitou por e-mail ao denunciante anônimo que fornecesse documentos.

A pessoa respondeu dizendo que reuniria provas, mas não as enviou, acrescenta. Porém, conta ter recebido um e-mail de um jornalista com supostos detalhes que o levou a determinar que "poderia considerar admissível" a primeira acusação e, portanto, "uma investigação formal deveria ser realizada".

O denunciante fez duas acusações contra Almagro. Primeiro: manter ou ter mantido "uma relação pessoal íntima com uma funcionária" mexicana e de "promovê-la, subitamente e sem concorrência, de um posto de nível médio a assessora principal" do secretário-geral, segundo um texto disponível no site da OEA.

Além disso, o acusa de ter demitido uma chilena que trabalhou como empregada doméstica na residência oficial da organização e que se queixou de ter sido "agredida verbal e fisicamente pela esposa ou ex-esposa" de Almagro.

Em nenhum documento figura o nome da mulher que manteria uma relação sentimental com Almagro, um advogado e diplomata de 59 anos cuja renúncia foi pedida nos últimos meses por vários países, como México e Argentina.

Fontes por dentro do assunto disseram à AFP que se trata da cientista política mexicana Marian Vidaurri.

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