OEA aprova resolução para distribuição igualitária de vacinas anticovid

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Maria Ferreira, 74, é vacinada contra a covid por um profissional de saúde com uma dose da Oxford/AstraZeneca, em uma comunidade às margens do Rio Negro, perto de Manaus, Amazonas, em 9 de fevereiro de 2021

O Conselho Permanente da OEA aprovou nesta quarta-feira (17) por aclamação uma resolução para solicitar a distribuição equitativa de vacinas contra a covid-19, coincidindo com um debate sobre o assunto na ONU.

Os países expressaram no texto sua "grave preocupação com qualquer medida cujo propósito ou resultado seja a desigualdade e a discriminação no acesso às vacinas e em sua distribuição entre países desenvolvidos e em desenvolvimento".

A resolução apela aos "Estados-membros e observadores permanentes em posição de fazê-lo, a tomar medidas para facilitar a distribuição equitativa de vacinas".

Segundo a resolução, essa situação “cria o risco de que a atual pandemia continue”, razão pela qual apelaram às instituições financeiras internacionais para que forneçam financiamento de baixo custo a todos os países em desenvolvimento.

No debate, a embaixadora do México, Luz Elena Baños, destacou que a chanceler de seu país levou o assunto ao Conselho de Segurança da ONU e denunciou que nunca houve uma "divisão tão profunda que afetou tantos em tão pouco tempo".

O representante interino dos Estados Unidos, Brad Freden, afirmou que seu país "entende a gravidade da situação na região" e destacou que o governo Joe Biden está empenhado em voltar à Organização Mundial da Saúde (OMS), revertendo a política de seu antecessor, Donald Trump.

O embaixador do país caribenho Antígua e Barbuda, Ronald Sanders, lamentou que os países pobres sejam deixados de lado, "esperando ter suprimentos adequados".

Nesta quarta-feira, em debate na ONU, o secretário-geral Antonio Guterres, expressou preocupação, pois apenas 10 nações administraram até agora 75% das doses da vacina, e cerca de 130 países não receberam nenhuma.

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