OEA confirma envio de missão eleitoral ao Peru

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Secretário-geral da OEA, Luis Almagro, fala em Santo Domingo
Secretário-geral da OEA, Luis Almagro, fala em Santo Domingo

A Organização dos Estados Americanos (OEA) enviará uma missão de observação eleitoral ao Peru "em tempo e forma" para a preparação das eleições do próximo ano, informou nesta quinta-feira (12) a secretaria geral do órgão regional.

Um dia depois de expressar "sua profunda preocupação" com a crise política no Peru após a destituição do presidente Martín Vizcarra, o gabinete do secretário-geral da OEA, Luis Almagro, ratificou a criação da missão para verificar as eleições gerais de 11 de abril de 2021.

"A Secretaria-Geral da OEA confia plenamente que tanto a disposição do novo Poder Executivo - em particular - como a tradicional força das instituições republicanas do Peru -em geral - contribuirão para o cumprimento da Missão Eleitoral", afirmou em nota.

Ele observou que "levando em consideração o contexto complexo da pandemia", a missão realizará seu trabalho "sob um esquema presencial e virtual com bastante antecedência" da data das eleições.

"Para isso, o chefe da Missão e a sua equipa irão analisar todos os aspectos inerentes a um processo eleitoral, tais como organização, logística, informática eleitoral, justiça eleitoral e âmbito do diálogo com os atores eleitorais, tanto as forças institucionais como as políticas participantes", especificou.

A missão eleitoral será realizada em resposta a um convite do Júri Eleitoral Nacional (JNE) do Peru no dia 7 de outubro e será chefiada pelo ex-chanceler do Paraguai Rubén Darío Ramírez Lezcano e integrada por especialistas eleitorais e observadores de diferentes nacionalidades, disse o escritório de Almagro.

O novo presidente do Peru, Manuel Merino, assumiu o cargo na terça-feira depois que o Congresso removeu Vizcarra da presidência por "incapacidade moral".

A secretaria-geral da OEA afirmou nesta quarta-feira que compete ao Tribunal Constitucional do Peru pronunciar-se sobre a "legalidade e legitimidade" das decisões adotadas pelo Congresso.

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