OEA suspende Rússia como observador permanente até fim da invasão à Ucrânia

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(Arquivo) O edifício-sede da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington, Estados Unidos, em 11 de novembro de 2021 (AFP/Daniel SLIM) (Daniel SLIM)

A Organização dos Estados Americanos (OEA) suspendeu a Rússia, nesta quinta-feira (21), como observador permanente com efeito imediato, até que "cesse suas hostilidades" e "retire" as tropas da Ucrânia.

Em sessão extraordinária do Conselho Permanente, órgão executivo da organização, a resolução que suspende seu status de observador permanente da Rússia foi aprovada por 25 votos a favor, entre os 34 membros ativos, nenhum contra e oito abstenções.

A OEA suspende a Rússia "imediatamente" até que "o governo russo cesse suas hostilidades, retire todas as suas forças e equipamentos militares da Ucrânia, dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas e volte ao caminho do diálogo e da diplomacia", afirma a resolução. Se Moscou atender a essas condições, poderá se reintegrar, especifica o texto.

Os países que se abstiveram foram México, Argentina, Brasil, Bolívia, El Salvador, Honduras, São Cristóvão e Nevis e São Vicente e Granadinas.

No fim de março, a OEA aprovou uma resolução pedindo o fim "de atos que podem constituir crimes de guerra" na Ucrânia, sessão na qual a embaixadora ucraniana nos Estados Unidos, Oksana Markarova, pediu que se considerasse retirar o status de observador permanente da Rússia.

Moscou já foi suspenso do Conselho de Direitos Humanos da ONU por sua ofensiva na Ucrânia.

O Conselho Permanente critica a "indiferença" por parte da Rússia aos apelos da organização para "retirar suas forças militares" da Ucrânia e "suas contínuas violações flagrantes e sistemáticas dos direitos humanos" no país vizinho que "contrariam os princípios e propósitos da OEA''.

A OEA afirma estar "chocada com os relatos das terríveis atrocidades cometidas pelas forças armadas russas" em cidades ucranianas como Bucha, Irpin e Mariupol e na estação de trem de Kramatorsk.

E se declara alarmada com o crescente número de mortos e deslocados, além da destruição da infraestrutura civil "causada pela agressão" da Rússia.

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