Oi tenta vender hoje empresa de fibra óptica avaliada em R$ 12,9 bilhões

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RIO - Acontece hoje o leilão para que a Oi consiga vender parte da InfraCo, empresa que concentra rede de fibra óptica com mais de 400 mil quilômetros de extensão. O certame ocorre no início da tarde e será conduzido pela Sétima Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio, responsável pelo processo de recuperação judicial da tele carioca.

Em abril deste ano, a tele carioca recebeu do BTG uma proposta firme para comprar 57,9% do capital social votante da InfraCo em uma operação que pode chegar a R$ 12,9 bilhões. Os recursos são importantes para que a Oi consiga reduzir suas dívidas e seguir com seu plano de crescimento.

De acordo com um acordo assinado entre a Oi e o BTG, a empresa financeira tem o direito a cobrir uma nova oferta caso seja feita por algum interessado.

A tele carioca vendeu no ano passado a sua operação de telefonia móvel para as rivais Claro, Vivo e Tim por R$16,5 bilhões, mas o negócio ainda aguarda aval do governo e vem sendo alvo de críticas das pequenas operadoras no país e órgãos de defesa do consumidor.

No ano passado, mais de de empresas chegaram a sinalizar interesse na InfraCo, como a Highline, que fez proposta para as torres de radiofrequência da Oi, a Digital Colony, uma companhia de energia da italiana Enel, um fundo de pensão do Canadá chamado Canada Pension PLan Investiment Board, além da Brookfield Asset Management, que é acionista da Oi.

A expectativa da empresa é finalizar a venda de seus ativos, como a Oi Móvel e a InfraCo, até o fim deste ano. O objetivo com os recursos é focar no crescimento da empresa em banda larga fixa e encerrar o processo de recuperação judicial em dezembro. No ano passado, os acionistas aprovaram o aditamento do plano de recuperação judicial.

Entenda a operação

A proposta do BTG avaliou a InfraCo em R$ 20 bilhões, valor mínimo estipulado pela empresa carioca. A InfraCo tem dívida líquida de R$ 4,107 bilhões.

O acordo de venda envolve o pagamento pelo BTG em várias fases. Na chamada "parcela primária", o BTG vai pagar R$ 3,2 bilhões, o que corresponde a 17,1% do capital social votante da InfraCo. Depois, é a vez da "parcela secundária". Nesse caso, haverá o pagamento de R$ 6,5 bilhões, o equivalente a 33,9% do capital social votante da InfraCo. Esse valor poderá ser pago em três parcelas anuais.

A Oi e o BTG acordaram ainda no pagamento de R$ 1,6 bilhão, referente à parcela primária adicional - levando o total adquirido a 54,8% do capital social votante da InfraCo.

A operação, envolve a incorporação da Globonet, rede de cabos submarinos que também foi comprada da Oi pelo BTG há alguns anos. A Globenet foi avaliada em R$ 1,5 bilhão. Com isso, o BTG terá 57,9% do capital social votante da InfraCo. Assim, o negócio chega a R$ 12,9 bilhões.

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