Nove civis, incluindo sete crianças, mortos em ataques na Síria

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Cinco membros da mesma família são enterrados, horas depois de terem sido mortos em bombardeio na aldeia de Iblin, na província síria de Idlib, em 3 de julho de 2021

Nove civis, incluindo sete crianças, foram mortos neste sábado (3) por disparos de artilharia das forças do governo sírio em uma região na província de Idlib, o último reduto rebelde no noroeste da Síria, de acordo com uma ONG.

Os disparos também deixaram 1r feridos em vários lugares na região de Khabal Al-Zawiya, informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), uma ONG com sede em Londres e que possui fontes por toda a Síria.

Entre as vítimas estão cinco membros de uma mesma família - um casal e seus três filhos - no vilarejo de Iblin, duas crianças no povoado de Baliun e duas outras crianças em Balshun, segundo o OSDH.

Em Iblin, um fotógrafo da AFP viu os corpos da família chegarem a um dispensário, embrulhados em cobertores. Uma enfermeira confirmou que cinco membros de uma família morreram.

O balanço deste sábado é um dos mais mortíferos desde a entrada em vigor, em março de 2020, de um cessar-fogo - negociado pela Rússia, aliada do regime, e pela Turquia, que apoia os rebeldes - com o objetivo de proteger este reduto dominado por islamitas contra uma ofensiva das forças do presidente Bashar Al-Assad.

Cerca de 500.000 pessoas morreram em dez anos de guerra na Síria, anunciou o OSDH.

O conflito eclodiu em 2011 com a repressão por Damasco de manifestações pró-democracia e envolve vários atores regionais e grandes potências. Desde então, forçou milhões de pessoas ao exílio.

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