Oito de dez brasileiros das classes C e D vão consumir na Black Friday, diz pesquisa

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Foto: Marcelo Theobald / 29.11.2019 / Agência O Globo
Foto: Marcelo Theobald / 29.11.2019 / Agência O Globo

A Black Friday deve trazer uma espécie de alívio para o varejo, depois de meses difíceis e de consecutivas quedas nas vendas por causa da pandemia. De acordo com pesquisa da Superdigital – fintech do Grupo Santander com foco em inclusão financeira – a data deverá apresentar melhor resultado que o de 2019: 82% dos consumidores das classes C e D pretendem aproveitar as promoções do evento.

O número é 14 pontos percentuais maior ante o registrado no ano passado, quando a pesquisa indicou que apenas 68% dos consumidores dessas classes sociais pretendiam comprar na data.

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O levantamento foi feito com base em entrevistas com 1.339 pessoas entre os dias 4 e 8 de novembro, em todas as regiões do Brasil. Quando perguntados sobre os valores que estão dispostos a gastar neste ano, 38% dos participantes disseram R$ 1 mil, 29% disseram que os gastos deverão ficar entre R$ 500 e R$ 1 mil e 22% apontaram entre R$ 200 e R$ 500. Outros 11% dos entrevistados devem limitar as compras em até R$ 200.

Entre os itens mais desejados neste ano estão TVs e eletrodomésticos, com 35% das intenções de compras; aparelhos celulares (25%); vestuário e acessórios (16%); e viagens (2%). Já 22% responderam que devem comprar outra coisa.

Quando questionados sobre a forma de pagamento, 35% dos respondentes informaram que vão pagar no cartão de crédito, 33% no parcelado, 29% à vista, e 3% no cartão pré-pago.

“Com a pandemia, muitas pessoas, com medo do futuro financeiro, da perda de emprego, adiaram as compras e devem aproveitar a data. Somado a este cenário, vemos que os brasileiros têm visto boas oportunidades na Black Friday e estão mais dispostos a gastar”, afirma Luciana Godoy, CEO da Superdigital.