Oito integrantes de célula neonazista flagrados em SC têm prisões preventivas decretadas

A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu em flagrante, nesta segunda-feira (14), oito pessoas que promoviam um encontro neonazista em São Pedro de Alcântara, na região da Grande Florianópolis (SC). A operação, inicialmente com mandados de busca e apreensão, foi realizada pela Delegacia de Repressão ao Racismo e a Delitos de Intolerância da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC/PCSC), após informações recebidas através de policiais militares do município de Santo Amaro da Imperatriz. O grupo foi autuado pelos crimes de associação criminosa e racismo, e um dos suspeitos também responderá por porte ilegal de arma de fogo por ter sido flagrado com munições. Na terça-feira (15), após audiência de custódia, a Justiça converteu as prisões em flagrante para preventivas.

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No local, um sítio no município catarinense de 6 mil habitantes, os policiais encontraram indumentárias e material digital com referências ao nazismo. Tratava-se, segundo os investigadores, de um encontro anual de uma célula neonazista interestadual, com integrantes dos três estados do Sul – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná –, que também fariam parte de um grupo skinhead internacional.

Histórico de agressão contra judeus

De acordo com o G1, as investigações apontam que os criminosos teriam escolhido o município por ser a primeira colônia alemã em Santa Catarina, instalada em 1829. Em depoimento, segundo o delegado, alguns confirmaram a informação, mas outros negaram. Os presos têm entre 22 a 48 anos, e não tiveram as identidades reveladas.

Entre os presos há um português que mora no Brasil há anos. Ao menos outros dois homens já se envolveram em crimes de homicídio decorrentes de intolerância. Um deles, ainda segundo o G1, estava usando tornozeleira eletrônica por ter sido condenado por uma tentativa de homicídio decorrente de um ataque skinhead contra judeus no Rio Grande do Sul.