A Oktoberfest da Cisjordânia

Não há festa da cerveja como esta. A Oktoberfest da Cisjordânia é já uma tradição local, juntando os apreciadores de cerveja desde 2005. Para a edição de 2022, está prevista a presença de 16 mil pessoas e uma novidade de peso. A Taybeh, cervejeira local, é agora gerida por uma mulher.

Após ter terminado o curso universitário nos Estados Unidos, Madees Khoury, regressou a casa para pegar no negócio da família. Diz que cresceu numa cervejaria e que gostou tanto da experiência que decidiu aprender a fabricar cerveja para se dedicar a tempo inteiro ao negócio criado em 1994.

Uma atividade dificultada pela realidade que se vive na Cisjordânia. Problemas como transporte ou falta de água são já habituais para quem aí vive. Madees Khoury junta mais alguns.

Lembra que a indústria cervejeira é complicada para uma mulher em qualquer parte do mundo mas sublinha que o problema agrava-se consideravelmente por viver num país dominado por homens, árabe e sob ocupação.

As vendas locais são modestas, valem as exportações, sobretudo para Japão e Estados Unidos, para sustentar uma produção de perto de dois milhões de garrafas por ano.