OLAF: irregularidades de 500 milhões de euros detetadas em 2021

O Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF) divulgou o relatório referente a 2021.

No ano passado recuperaram-se mais de 500 milhões de euros resultantes de investigações realizadas.

O crime organizado procurou, por exemplo, exportar todos os tipos de resíduos para fora da Europa.

"Ao longo do tempo, temos visto cada vez mais fenómenos de movimentos dentro da União Europeia, com resíduos que são transportados de Itália para França, para a Polónia, Alemanha, Espanha, Portugal, para serem reunidos e enviados para fora da Europa de maneira mais simples", explicou, em entrevista à Euronews, Ernesto Bianchi, vice-diretor do OLAF.

Muitos casos relacionaram-se com as medidas contra a COVID-19. Algumas investigações permitiram descobertas inesperadas, acrescentou Ernesto Bianchi: “desde que vimos empresas que fabricavam, por exemplo, produtos de jardinagem ou outras coisas a ter de entrar no mercado de máscaras que parecia muito lucrativo devido à total ausência de material, contribuímos para a apreensão de mais de mil milhões de produtos durante a fase de pico da pandemia. O pior caso que vimos foi o das máscaras que chegavam do Vietname feitas com papel higiénico prensado, com o selo de qualidade europeu."

Também houve tentativas de abordar as autoridades nacionais com ofertas falsas de vacinas com o valor de mais de 16 mil milhões de euros.

Em 2021, o OLAF trabalhou em estreita colaboração com a Procuradoria Europeia em 2021. Abriram-se mais de 85 processos no valor de 2,2 mil milhões de euros.

Para este ano, o foco do OLAF está ligado ao risco de fraude relacionado com a guerra na Ucrânia.

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