Olavo de Carvalho recebe alta de hospital em SP após passar por cateterismo de emergência

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*ARQUIVO* RICHMOND, EUA, 06.10.2017 - O escritor, conferencista, ensaísta, jornalista e filósofo brasileiro, Olavo de Carvalho. (Foto: Vivi Zanatta/Folhapress)
*ARQUIVO* RICHMOND, EUA, 06.10.2017 - O escritor, conferencista, ensaísta, jornalista e filósofo brasileiro, Olavo de Carvalho. (Foto: Vivi Zanatta/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cinco dias após ter tido alta do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da USP, o professor e filósofo Olavo de Carvalho, 74, precisou novamente ser internado, na última sexta-feira (23).

Ele foi submetido a um cateterismo de emergência no InCor após ter se sentido mal, e recebeu nova alta nesta quarta-feira (28).

Segundo nota enviada pelo hospital, o guru do bolsonarismo deu entrada no setor de emergência do hospital no dia 23 com quadro de "dispneia [falta de ar] intensa".

"Ainda na madrugada daquele dia, foi submetido a cateterismo cardíaco, que indicou obstrução total do ramo diagonal de artéria interventricular anterior, tratada com medicamentos", diz o hospital.

Olavo foi internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), e ficou aos cuidados do médico José Antônio Ramires.

Ainda segundo o hospital, Olavo deixou o Incor "consciente, com quadro clínico estável e com parâmetros cardiológicos controlados".

Esta foi a segunda internação em menos de um mês de Olavo, que vive nos EUA e veio ao Brasil para cuidar da saúde.

No dia 8 de julho, ele foi internado após sentir um mal súbito no voo que o trouxe para o Brasil, segundo o InCor. O filósofo ficou dez dias no hospital e teve alta em 18 de julho.

No começo deste ano, ele já havia passado por tratamento médico nos EUA em razão de problemas respiratórios. Olavo foi fumante durante décadas, e largou o cigarro no início de 2021.

A internação no Brasil, pelo SUS (Sistema Único de Saúde), suscitou pedidos de investigação de partidos de esquerda, que o acusaram de ter furado a fila e tido algum tipo de privilégio.

Críticos também apontaram incoerência na atitude de Olavo, que é um crítico do Estado brasileiro e um defensor do liberalismo americano, onde o sistema de saúde é pago.

O InCor e aliados do filósofo negaram qualquer tipo de irregularidade.

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