Olavo de Carvalho acusa Bolsonaro de usá-lo como 'poster boy'

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O guru bolsonarista Olavo de Carvalho. Foto: Reprodução
O guru bolsonarista Olavo de Carvalho. Foto: Reprodução
  • Escritor diz que não participou do governo, mas indicou ministros

  • Ele critica ações do governo atual

  • Declaração foi feita em live no YouTube

Em uma live no YouTube nesta terça-feira (21), o escritor e “guru” bolsonarista Olavo de Carvalho afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) o usou como “poster boy” com o objetivo de “se promover e se eleger”.

"Então, a minha influência sobre o Bolsonaro é zero. Ele me usou como 'poster boy'. Me usou para se promover, para se eleger. E, depois disso, não só esqueceu tudo o que dizia como até os meus amigos que estavam no governo, ele tirou", disse. Em inglês, a expressão “poster boy” significa “garoto propaganda”.

O escritor aproveitou para fazer uma “análise” da situação política do Brasil, baseada em suas opiniões pessoais.

"O Bolsonaro não é obedecido em praticamente nada, nada. Quem manda no Brasil é a turma do STF, da mídia, do show business. Acabou. E o pessoal das Forças Armadas? Assiste a tudo isso. Só acredita em neutralidade ideológica. Ou seja, no Brasil só existem duas possibilidades: ou você é comunista ou você é neutro. Não existe direita. Existe bolsonarismo", disse o ideólogo.

Participaram da live, que ocorreu no canal “Conversa Talk”, os ex-ministros Ricardo Salles e Abraham Weintraub, entre outros nomes do conservadorismo.

“O Brasil vai se dar muito mal, gente. Não venham com esperanças tolas, porque, é o seguinte, a briga já está perdida. Existem chances de fazer voltar... existe uma chance remota, mas só se o Bolsonaro acordar, mas eu não sei como fazê-lo acordar. Dizem que eu sou o 'guru do Bolsonaro'. Isso é absolutamente falso. Conversei com ele somente quatro vezes na minha vida. E duvido que ele tenha lido um só livro inteiro. Se ele tivesse lido com atenção, teve muita coisa que ele fez e não faria”, disse.

Apesar de dizer que não tem ligação com o governo, Olavo de Carvalho foi quem indicou ao presidente os nomes de Ernesto Araújo, atual chanceler, e do ex-ministro da Educação Ricardo Vélez Rodrigues.

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