Olavo deixou livros incompletos e deverá ter lançamentos póstumos

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*ARQUIVO*VIRGÍNIA, EUA, 06.10.2017 - Retrato do escritor, conferencista, ensaísta, jornalista e filósofo brasileiro, Olavo de Carvalho. Ele é um dos principais representantes do conservadorismo brasileiro. (Foto: Vivi Zanatta/Folhapress)
*ARQUIVO*VIRGÍNIA, EUA, 06.10.2017 - Retrato do escritor, conferencista, ensaísta, jornalista e filósofo brasileiro, Olavo de Carvalho. Ele é um dos principais representantes do conservadorismo brasileiro. (Foto: Vivi Zanatta/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Amigos e discípulos do filósofo Olavo de Carvalho, morto nesta segunda-feira (24), já planejam maneiras de manter vivas suas ideias.

O guru da nova direita deixou um vasto material inédito, de manuscritos, livros inacabados e palestras, que devem gerar diversas publicações póstumas.

Ele trabalhava numa revisão de seu livro "História Essencial da Filosofia", publicado pela primeira vez em 2004, e também escrevia uma obra sobre metafísica, com o nome de "A Estrutura do Ser", baseada em palestras e cursos.

Outro livro, chamado "O Enigma e o Saber, Introdução ao Estudo dos Esoterismos", está já em fase de revisão de provas, e deve ser publicado em breve.

"Há diversos cursos do professor Olavo ainda não transcritos. Ele produzia muita coisa, teve diversos projetos de livros que ia abandonando e retomando depois", afirma Ronald Robson, tradutor e doutorando em história e leitura, que publicou cinco livros com base em material do ideólogo do bolsonarismo.

Também há um documentário baseado no professor que deve ser lançado em breve. Dirigido pelo cineasta Mauro Ventura, que gravou depoimentos com ele, tem o título de "Olavo Tem Razão", slogan criado por seus alunos e que estampa de camisetas a canecas.

"O próprio Olavo tinha ciência de que a obra de um autor só começa a surtir os seus efeitos mais intensos depois da morte. Imagine quando começarem a surgir gerações de pessoas que só terão acesso a ele por livros, sem as picuinhas e questiúnculas que o cercavam. A obra dele vai se agigantar", afirma Robson.

Para o cineasta Josias Teófilo, autor de "O Jardim das Aflições", outro documentário com Olavo como personagem, a relevância do filósofo só tende a crescer.

"Estão comemorando como a se a influência de Olavo fosse acabar. Não sabem de nada, vai apenas aumentar", diz.

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