Olhe pra cima: NASA revela os primeiros alvos do Telescópio Espacial James Webb

Olhe pra cima: NASA revela os primeiros alvos do Telescópio Espacial James Webb (Foto: Getty Images)
Olhe pra cima: NASA revela os primeiros alvos do Telescópio Espacial James Webb (Foto: Getty Images)
  • O Telescópio Espacial James Webb vai revelar as imagens mais profundas do universo já capturadas;

  • Um dos alvos é a Nebulosas Carina, que fica a cerca de 7.600 anos-luz de distância;

  • Outro alvo é a Anel Sul, que fica a a cerca de 2.000 anos-luz da Terra.

Faltam poucos dias para a NASA e seus parceiros no projeto Telescópio Espacial James Webb (JWST na sigla em inglês) revelarem as primeiras imagens coloridas e dados espectroscópicos capturados pelo equipamento. Revelando a lista inicial de alvos cósmicos do JWST, a agência deu algumas pistas sobre o que esperar daqui pra frente.

Uma delas é a Nebulosa Carina, que fica a cerca de 7.600 anos-luz de distância. A NASA diz que é uma das maiores e mais brilhantes nebulosas do céu e inclui estrelas que são várias vezes maiores que o Sol. Outra nebulosa da qual o telescópio capturou imagens é a Anel Sul. Ela fica a cerca de 2.000 anos-luz da Terra e é uma nebulosa planetária – é uma nuvem de gás em expansão que envolve uma estrela no ciclo final de sua vida.

Mais perto de casa está o planeta gasoso WASP-96 b, que fica a quase 1.150 anos-luz de distância e tem cerca de metade da massa de Júpiter. A NASA fornecerá uma visão dos dados do espectro de luz do planeta.

Muito mais longe daqui está o Quinteto de Stephan, que fica a cerca de 290 milhões de anos-luz de distância na constelação de Pégaso. Este é o primeiro grupo compacto de galáxias que foi descoberto, em 1877. Ele compreende cinco galáxias, quatro das quais "estão presas em uma dança cósmica de repetidos encontros próximos", disse a NASA.

Também na terça-feira, a NASA, a Agência Espacial Europeia (ESA na sigla em inglês) e a Agência Espacial Canadense (CSA na sigla em inglês) irão revelar imagens do SMACS 0723, que nas palavras da NASA são "Aglomerados massivos de galáxias em primeiro plano ampliam e distorcem a luz dos objetos atrás deles, permitindo uma visão de campo profundo em ambas as populações de galáxias extremamente distantes e intrinsecamente fracas”