De olho na reeleição, Castro deve trocar cinco secretarias para agradar aliados políticos

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Cinco secretarias do governo do estado devem passar por trocas em seus comandos nos próximos dias. As alterações formalizam as alianças do governador Cláudio Castro com sete partidos, dos quais espera apoio nas eleições do ano que vem. As secretarias de Fazenda e Saúde já haviam passado por mudanças. Com as próximas, chegará a sete o número de novos secretários no primeiro escalão do Executivo que foram trocados após o impeachment de Wilson Witzel, no mês passado. Oficialmente, o Palácio Guanabara ainda não se pronunciou sobre o troca-troca.

Após diálogos entre Castro e o deputado federal Altineu Côrtes, foi acertado que a Secretaria de Educação ficará com o PL. Comte Bittencourt (Cidadania) deixará a pasta e, em seu lugar, deve assumir o ex-deputado Alexandre Valle, que tem base eleitoral em Itaguaí. Agendas na região serão intensificadas para tornar o governador um “rosto conhecido” por lá até 2022.

O destino partidário de Castro ainda é incerto. No Palácio Guanabara, há quem crave que ele irá para o PL, enquanto outra corrente torce para que o governador se acerte com o DEM de ACM Neto: na próxima semana, os dois políticos se encontrarão em uma reunião.

Em qualquer uma das hipóteses, o DEM não perderá o comando da Secretaria de Obras, que tem hoje à frente Bruno Kazuhiro. No entanto, a aposta é que, caso Castro desembarque no DEM, a secretaria passe para as mãos do deputado federal Sóstenes Cavalcante. Kazuhiro, que foi indicado ao cargo por Rodrigo Maia, deixaria o posto, e em seu lugar entraria o experiente político que vinha ameaçando deixar a sigla. A nomeação de Sóstenes Cavalcante no secretariado, portanto, apaziguaria um conflito dentro do partido e aproximaria Castro de setores evangélicos, que têm o deputado como um dos líderes no estado.

A pasta do Desenvolvimento Social, hoje com o ex-líder do PSC na Assembleia Legislativa (Alerj) Bruno Dauaire, será destinada a um nome indicado pelo Republicanos. O partido do ex-prefeito Marcelo Crivella e de dois filhos do presidente da República, Jair Bolsonaro —o vereador Carlos Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro —ganhará espaço no governo. O novo secretário deve ser alguém também ligado ao campo evangélico, já que os parlamentares que compõem a base de Bolsonaro na Alerj já foram contemplados com a Secretaria de Ciência e Tecnologia, agora sob o comando do deputado Dr. Serginho.

De olho no eleitorado do interior do estado, Castro deve nomear o deputado federal Vinicius Farah, do MDB, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Com base eleitoral na cidade de Três Rios, no Centro-Sul Fluminense, ele poderá ocupar a cadeira onde está sentado desde o ano passado Leonardo Soares.

Completa a lista de possíveis novos secretários o deputado estadual Rodrigo Bacellar (Solidariedade). Visto como um dos “guardiões de Castro”, ele é cotado para assumir a Secretaria de Governo no lugar de André Lazaroni. Mas, caso a expectativa não se confirme, ele será o próximo líder de Castro na Alerj. Bacellar poderá acompanhar Castro no seu novo partido. Pessoas próximas do governador afirmam que outros cinco parlamentares irão migrar de sigla junto com Castro.

Com as mudanças, o governador espera formar uma coligação robusta no ano que vem, que pode contar com o apoio do presidente Bolsonaro. PL, DEM, PP, Republicanos, MDB, Solidariedade, além de alguns nomes do PSL, devem ficar ao lado do político.

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