De olho na reeleição, Ricardo Nunes turbina comunicação da Prefeitura de SP

**Arquivo** SÃO PAULO, SP 14/06/21  Entrevista com prefeito Ricardo Nunes (Foto: Karime Xavier/Folhapress)
**Arquivo** SÃO PAULO, SP 14/06/21 Entrevista com prefeito Ricardo Nunes (Foto: Karime Xavier/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A um ano e nove meses das eleições de 2024, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), decidiu turbinar a comunicação da gestão municipal.

Em dezembro de 2022, a prefeitura publicou um edital para contratação de empresa para prestar assessoria de comunicação no município. O valor do contrato é de R$ 20 milhões para os primeiros 12 meses, e os envelopes serão abertos em 31 de janeiro.

Entre aliados de Nunes, há a percepção de que realizações do prefeito não têm tido repercussão pública proporcional.

Segundo a prefeitura, trata-se de serviço de que a administração municipal não dispõe em sua Secretaria de Comunicação.

O edital diz que a empresa deverá planejar, implementar e monitorar solução de comunicação da prefeitura em seu relacionamento com a imprensa e na sua atuação em relações públicas, em território nacional ou internacional.

Entre as atribuições estão preparação de notas e respostas à imprensa, formulação de estratégias de comunicação, assessorar autoridades em entrevistas, apresentar pautas positivas à imprensa e gerenciamento de crises de comunicação.

Além disso, Nunes e seus aliados têm feito conversas preliminares com marqueteiros para debater a campanha.

Felipe Soutello, que foi responsável pela campanha presidencial de Simone Tebet (MDB) e é historicamente próximo do PSDB de SP, é considerado um conselheiro constante de Nunes e desponta como favorito.

Duda Lima, que cuidou da campanha de Jair Bolsonaro (PL) em 2022, já se reuniu com o prefeito em duas ocasiões. Uma das ideias estudadas é a de que Soutello e Lima trabalhem juntos.

Nunes tem costurado uma ampla aliança de partidos para sua campanha. Ele já conta com sinalizações de apoio de siglas como PSDB, União Brasil, PL e Podemos.

Do outro lado, ele deve ter Tabata Amaral (PSB) e Guilherme Boulos (PSOL) como adversários. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já disse publicamente que o PT apoiará o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto e não lançará nome próprio.