Olimpíada: Arthur Zanetti força para buscar terceira medalha, cai e fica fora do pódio

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Arthur Zanetti não conseguiu a terceira medalha olímpica nas argolas. Campeão olímpico em Londres-2012 e medalha de prata na Rio-2016, ele buscava a façanha de ser o único com três premiações. O ginasta arriscou uma saída ousada, para aumentar sua nota de partida, no final da sua apresentação nas argolas, e não conseguiu cair em pé. Foi o que custou uma nova medalha olímpica e ele, em final disputada nesta segunda-feira, a Ariake Arena, ficou apenas em oitavo. Com 14.133, ele, que foi o primeiro a se apresentar, viu o pódio passar longe a cada apresentação que se seguia. O ouro ficou com o chinês Yang Liu, com uma execução perfeita que valeu 15.500; a prata foi para o compatriota dele Hao You, com 15.300.

Zanetti, de 31 anos, saiu das classificatórias admitindo que cometeu alguns erros e ciente dos elementos dos quais precisava melhorar. Ele havia conseguido 14.900 e terminado em quinto. O grego Eleftherios Petrounias passou em primeiro com 15.333 pontos. Na final, ele fez 15.200 e levou o bronze.

Para a final, ele aumentou a nota de partida para 6.500, mesmo nível de dificuldade da série do novo campeão olímpico chinês. Mas não conseguiu completar a saída com o triplo mortal grupado.

– Podemos fazer o que quisermos na prova, mas teria que mudar muito a configuração da série e isso desgastaria muito mais pra aumentar um décimo. Fiz a série normal e uma saída nova, que aumentou três décimos. É uma saída arriscada, mas era tudo ou nada: é um triplo mortal grupado, que estou treinando há quase um ano. A chance de acertar era de 70%, 80%, mas há o fator competição que bagunça toda a estatística. Se eu cravasse, tiraria 15.350, 15.400, seria pódio – disse Zanetti, emocionado ao falar do filho Liam. – Essa é a minha maior conquista, não tem medalha mais importante que isso.

Além da Covid-19 e da paralisação do calendário, Zanetti teve de superar problemas em São Caetano do Sul, cidade onde treina. Apontando a redução de custos como justificativa, a prefeitura cortou o salário dele e de Marcos Goto, seu treinador e coordenador da ginástica no Time Brasil. A situação foi de tensão por alguns meses, e a dupla chegou a cogitar deixar a cidade após as Olimpíadas. Zanetti agora diz que tudo foi resolvido e os problemas ficaram no passado.

No que depender Zanetti, que no início da carreira se empolgou com o ouro no solo de Diego Hypolito no Mundial, em Stuttgart, em 2007 e por isso seguiu em frente, a edição japonesa dos Jogos não será a última de sua carreira. Ele já avisou que, por causa do ciclo mais curto para Paris, em 2024, cogita chegar até lá. Ele afirma que está "com a cabeça boa e o corpo consegue responder".

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