Olimpíada: Como Richarlison conseguiu a camisa 10 da seleção brasileira de futebol

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O atacante Richarlison, um dos principais nomes da seleção masculina de futebol na Olimpíada — e autor de três gols no primeiro tempo da estreia contra a Alemanha. nesta quinta-feira — não fugiu da "responsa". Após brigar com seu clube, o Everton (ING), que não queria liberá-lo para os Jogos Olímpicos, Richarlison "pediu" ao técnico André Jardine para assumir a camisa 10. E foi vestindo o mítico número de Pelé, Zico, Ronaldinho e Neymar que Richarlison desencantou logo na estreia.

O "pedido" foi revelado pelo próprio atacante, em tom de brincadeira, no "batismo" dos novatos na Copa América, no início do mês. Em uma reunião descontraída, Richarlison falou em inglês que queria jogar a Olimpíada do Japão e emendou em seguida, em bom português:

— Daí já liguei para o Jardine lá e mandei separar a 10 porque estou chegando! — brincou o atacante (assista no final do vídeo abaixo, a partir de 3:50 min).

O Brasil vai vencendo a Alemanha por 3 a 0 no primeiro tempo da estreia olímpica, disputado em Yokohama.

Aos 24 anos, Richarlison ainda tem idade olímpica, segundo os critérios adotados na edição deste ano. No entanto, como os Jogos não fazem parte do calendário oficial da Fifa, os clubes não são obrigados a liberar seus atletas, ainda que estes sejam jogadores sub-24.

Nascido em Nova Venécia, no Espírito Santo, Richarlison atuou por América-MG e Fluminense no Brasil antes de se transferir para a Inglaterra, onde jogou no Watford antes de se juntar ao Everton.

Titular indiscutível da seleção principal com Tite, o "Pombo", como o atacante é conhecido, faz sucesso tanto dentro de campo quanto nas redes sociais. Entre o público mais novo, diverte pela sua comemoração de pombo, apelido que recebeu após brincadeiras nas redes. Já com o público mais velho, chama atenção pela conscientização social. Na Copa América, entrou em campo com chuteira em homenagem aos cientistas da USP, universidade pública de São Paulo. É comum vê-lo comentar nas redes sociais sobre temas como as queimadas na Amazônia.

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