Olimpíada: Macris diz que ainda sente dores, mas agradece a fisioterapeuta; 'Até ontem, não tinha saltado'

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Uma das jogadoras mais importantes na vitória por três sets a um do Brasil sobre o Comitê Olímpico Russo, nesta quarta-feira, que levou a seleção feminina de vôlei à semifinal dos Jogos Olímpicos de Tóquio, Macris contou detalhes de sua recuperação. A levantadora, que entrou apenas no decorrer da partida, diz que ainda sente dores no tornozelo direito, mas agradeceu ao fisioterapeuta da seleção brasileira, Fernando Fernandes, pelo tratamento intensivo e a rápida recuperação.

— Estou por Deus (risos). É muita alegria, muita gratidão por todo o trabalho que o Fernandinho (Fernandes, fisioterapeuta) fez para que eu conseguisse voltar. Estou bem. É claro que tenho dor, está progredindo. Até ontem eu ainda não tinha saltado em bloqueio, ontem fiz o primeiro treino mais coletivo — explicou ela, que apontou como principais dificuldade o salto no mesmo pé (o direito) e algumas movimentaçõses, mas evitou em falar em "sacrifício".

Macris torceu o tornozelo direito na vitória brasileira sobre o Japão, na última quinta-feira. Chegou a deixar a partida chorando, mas um exame de imagem não detectou problemas no ligamento. A levantadora, que foi substituida por Roberta nas partidas contra Sérvia e Quênia, diz que essa é a primeira lesão mais séria na carreira, mas que tinha confiança que voltaria. Drenagem (para reduzir o edema), gelo e tratamento madrugada a dentro foram parte da rotina da levantadora nos últimos dias.

— Ele (Fernando) foi uma peça chave para que tudo isso desse certo. Todo o trabalho que ele fez, a gente deve ter condensado um mês de fisiotarapia em três ou quatro dias de tanta coisa que a gente fez — disse Macris.

Zé elogia Rosamaria e projeta a Coreia do Sul

O técnico José Roberto Guimarães vibrou muito após a vitória de virada sobre as russas. Ele agradeceu aos presentes na Arena Ariake (credenciados) e abraçou o fisioterapeuta. Segundo o técnico, ele teve uma conversa especial com a levantadora antes dos Jogos, e a lesão poderia frustrar em meio a um bom momento.

— Vocês nao imaginam o que ele se dedicou, o que ele fez, o que a Macris fez. Eu estava muito preocupado porque ela não tinha saltado pra bloquear, só pra levantar. Ela ainda está com um pé roxo, mas está tudo bem. Teve uma recuperação excepcional. Ela é muito concentrada.

O técnico elogiou a oposta Rosamaria, destaque da partida e autora do match point. A oposta, que vinha como uma reserva de confiança para o treinador, ganhou muitos minutos em quadra hoje, atuando principalmente na saída de rede, e aproveitou a chance. Terminou com 16 pontos marcados.

— Essa saída (do vôlei brasileiro para o italiano) fez muito bem para a cabeça, para o jogo dela. Jogou contra grandes jogadoras em um campeonato muito dificil e conheceu o mundo. Quando ela se apresentou, era um jogadora diferente da que saiu, e isso chamou a atenção da comissão técnica: o amadurecimento, o foco — avaliou, antes de comentar o jogo desta quarta-feira:

Ela entrou hoje na saída de rede com muita vontade, muito tranquila, virou bolas importantes. Está muito focada, como todo o grupo, mas ela, em especial, já chegou com uma cabeça muito deiferente de quando saiu.

Para a partida contra a Coreia do Sul, mesma adversária da estreia, o técnico revelou que havia apreensão no primeiro jogo. As sul-coreanas atuaram com um time modificado na Liga das Nações, um mês antes dos Jogos, e isso dificultou a obtenção de informações. Mas agora o cenário é diferente:

— A gente sabe que a Coreia é uma pedra no nosso sapato, e que se não jogar bem, elas têm uma jogadora fora do comum (a ponteira Kim Yeon-Koung). Temos que ajustar essa marcação. É um time que joga com velocidade, um time que defende — projetou.

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