Olimpíadas: Organização dos Jogos de Tóquio garante que a taxa de contaminação pelo vírus está controlada

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Seiko Hashimoto, presidente da Tokyo2020, e Toshiro Muto, CEO da Tokyo2020, disseram que a taxa de contaminação por coronavírus está controlada na "bolha" dos Jogos Olímpicos mas que não há como evitar as infecções durante a Olimpíada. Seiko disse esperar o apoio da população japonesa ao evento. O primeiro grande teste de como a Olimpíada poderá ser realizada em meio a uma pandemia será nesta quinta-feira, com o torneio de futebol masculino. O Japão enfrenta a África do Sul, que pode ter dificuldades para colocar 11 jogadores em campo devido a dois casos positivos para o coronavírus.

Segundo a organização, são 67 casos positivos para Covid-19 desde 1.º de julho. Nesta terça-feira foi reportado o primeiro caso de um voluntário positivado e mais um atleta, que está na Vila Olímpica. Foi confirmado o caso positivo de um jogador de vôlei de praia da República Tcheca. Ele não vai participar da competição e segundo Toshiro, isso independe "da opinião do Comitê Organizador." Até o momento, são cinco os casos oficiais de atletas com Covid-19. Toshiro, no entanrto, não quis comentar sobre possíveis estratégias em caso de explosão de casos.

- Não podemos especular se tiver explosão no número de casos. Seria lamentável, e não vale a pena fazer projeções desta natureza. Vamos continuar a monitorar e verificar os casos identificados. A taxa de contaminação está controlada - disse Toshiro.

Seiko, que irá a Fukushima para o primeiro jogo olímpico, de softbol, disse que foram feitos 80 mil testes desde 1.º de julho, e que entraram cerca de 20 mil pessoas no país, em coletiva para a imprensa, nesta terça-feira, em Tóquio.

Na segunda-feira, McCloskey, chefe dos especialistas independentes em Covid-19 que assessoram o Comitê Olímpico Internacional, afirmou confiar nos protocolos adotados pelos organizadores para identificar casos de Covid, isolar quem foi contaminado e buscar possíveis contatos próximos a essa pessoa.

Durante a entrevista, Seiko e Toshiro foram surpreendidos com o caso de jornalistas que estão em quarentena em seus quartos de hotel, após uma pessoa testar positivo para Covid-19 no mesmo voo de chegada ao país, e que não estão tendo suporte da organização. Os jornalistas, que testaram negativo no aeroporto, que estão vacinados e com documentação exigida, sequer receberam comida da organização.

Cerimônia de abertura

Seiko pediu desculpas pelo caso do músico japonês Keigo Oyamada, que renunciou ao cargo nesta segunda-feira, após ter sido divulgado que quando ele era mais jovem praticou "bullying" agressivo com pessoas com deficiência. Oyamada compôs um dos temas da Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos.

Toshiro fez questão de explicar que a organização não checou cada funcionário contratado para a realização da festa e, sim, os grupos que construíram a apresentação.

– Assumo a responsabilidade da escolha, deveríamos ter examinado com escrutínio. Os pilares da festa são de diversidade e harmonia. Não há lugar para discriminação racial ou de qualquer tipo – falou Seiko.Segundo Toshiro, o que foi programado para a festa será cumprido e que poucas mudanças podem ocorrer no programa, uma vez que o músico era responsável por apenas uma música da festa. Ele disse ainda que não existia a possibilidade de mudar toda a equipe e que 20 integrantes do grupo de Oyamada continuaram.

Nesta terça-feira, os principais patrocinadores olímpicos divulgaram que não comparecerão à Cerimônia de Abertura. Segundo a imprensa, funcionários do principal patrocinador olímpico, a Panasonic, bem como da Fujitsu e NEC irão ignorar o evento, após Toyota retirar todos os anúncios de TV vinculados aos Jogos. A Cerimônia não terá público mas poderá receber convidados.

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