Varoufakis volta a política grega decidido acabar com ideias da troika

Atenas, 26 mar (EFE).- O ex-ministro da Economia da Grécia Yanis Varoufakis voltou à política do seu país, decidido a retomar o trabalho onde parou e enfrentar novamente à troika e aos que acreditam que a Grécia pode sair da crise com as receitas aplicadas até agora.

Varoufakis apresentou nesta segunda-feira em Atenas o "MeRA25", o braço grego de "DiEM25", Movimento Democracia na Europa 2025, que já foi apresentado em Nápoles, na Itália, no começo do mês e que pretende "recuperar" a Europa através de "alternativas realistas".

"Somos um partido novo, mas não um partido a mais", explicou o ex-ministro, que definiu este projeto como uma "aliança de esquerdistas, ecologistas liberais e de todo o espectro democrático", cujas listas nacionais serão escolhidas por filiados de toda Europa.

A esperança do ex-ministro é que este movimento transnacional "devolva a esperança e a coragem" aos cidadãos de um país asfixiado pela dívida. Segundo ele, nem a Grécia, nem qualquer outra crise, pode ser resolvida estendendo dívidas.

"O Eurogrupo não está interessado na recuperação da Grécia ou em recuperar o seu dinheiro. Estão interessados em manter as redes de poder criadas à custa das pessoas da Europa e em particular deste país", afirmou.

Mera, que em grego significa "dia", é a abreviação de Frente Europeia de Desobediência Realista, e o 25 faz referência a 2025, um horizonte que marca um "ponto de não retorno" para o objetivo de "democratizar a Europa", conforme explica o partido em seu manifesto. MeRA25 se apresenta como uma "frente grega patriótica de europeístas" que praticam a "desobediência responsável".

Segundo Varoufakis, a desobediência proposta pelo projeto para os próximo pleito é acompanhada de um programa de políticas "alternativas, coerentes e críveis" que têm potencial de empoderar à Grécia, já acontecem dentro e fora da zona do euro.

O manifesto do MeRA25 fala de um "New Deal" para a Grécia, com dois objetivos principais: reduzir os impostos e os custos fixos das atividades financeiras, e reestruturar "significativamente" as dívidas públicas e privadas. EFE