Omar Aziz a Flávio Bolsonaro: 'Osmar Terra enganou seu pai'

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<p>Em sua abertura dos questionamentos da CPI da Covid nesta quarta-feira (29), o relator Renan Calheiros , irritou o senador Flávio Bolsonaro ao insinuar que o dono da rede Havan atua como “bobo da corte”.</p>
Em sua abertura dos questionamentos da CPI da Covid nesta quarta-feira (29), o relator Renan Calheiros , irritou o senador Flávio Bolsonaro ao insinuar que o dono da rede Havan atua como “bobo da corte”
  • Presidente da CPI afirma que deputado trouxe tese negacionista ao governo

  • Ele chamou Terra de 'fanfarrão'

  • Omar també chamou depoente Luciano Hang de 'propagador de fake news'

Durante o depoimento do empresário Luciano Hang na CPI da Covid nesta quarta-feira (29), quando os parlamentares questionavam o depoente sobre suas relações com o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), o presidente da comissão Omar Aziz (PSD-AM) disse ao senador filho do presidente, Flávio Bolsonaro (Patriotas-RJ): "Osmar Terra enganou seu pai".

O presidente da CPI se referia aos conselhos e informações enganosas dadas pelo deputado ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a pandemia de covid-19, que deram base às teses negacionistas do governo federal. 

Tais teses teriam sido apoiadas por Luciano Hang, quem o senador chamou de "propagador de fake news".

“Nem o senhor, nem o deputado Osmar Terra, que será indiciado, têm capacidade para falar sobre isso. O senhor é um propagador de fake news do Brasil. O senhor induziu as pessoas, por questões econômicas, à morte", declarou Omar Aziz, antes de ser interrompido por Flávio Bolsonaro.

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Terra é considerado influente dentro do Ministério da Saúde, e seu nome circula pelas sessões da CPI da Covid desde que se iniciaram as investigações sobre aquisições irregulares de vacinas. 

“Não dá para vir um fanfarrão aqui, falar o que quer para os ouvidos de bolsonarista não, rapaz. O Osmar Terra é fanfarrão, ele enganou o teu pai. Ele disse para o teu pai que ia morrer 800 pessoas", afirmou em resposta o presidente da comissão.

Mais cedo, Flávio Bolsonaro havia se irritado quando o relator Renan Calheiros (MDB-AL) falou em "bobo da corte".

O depoimento

Luciano Hang, empresário alinhado ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), fala nesta quarta-feira (29) na CPI da Covid. O dono da rede de lojas Havan é suspeito de financiar a divulgação de notícias falsas, principalmente sobre tratamentos sem eficácia contra a Covid-19. Ele seria um dos membros do chamado “gabinete paralelo”.

O bolsonarista teria financiado o blogueiro Allan dos Santos, que já é investigado pela disseminação de fake news, de acordo com documentos obtidos pela CPI. A ponte entre o empresário e o influenciador teria sido feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente.

Hang também foi citado durante as investigações sobre as irregularidades envolvendo a operadora de saúde Prevent Senior. Sua mãe, que faleceu em fevereiro deste ano vítima de covid-19, teve a causa da morte omitida no atestado de óbito pela empresa. Em vídeo, o empresário afirma que a mãe poderia ter sido salva se tivesse recebido o “kit covid”

No entanto, Regina Hang, de 82 anos, de acordo com seu prontuário, foi tratada com o “kit covid”, e recebeu doses de "azitromicina, hidroxicloroquina e outras medicações". Ela também passou por uma sessão de ozonioterapia, tratamento proibido pelo Conselho Federal de Medicina e que só pode ser usado em tratamentos experimentais com aprovação.

Hang nega ter integrado um gabinete paralelo da Presidência para divulgar notícias falsas e que não patrocinou nenhum veículo de notícias que promova fake news.

O relator Renan Calheiros (MDB-AL) foi quem redigiu o pedido de convocação do empresário. Após ter sua convocação aprovada, Hang compartilhou um vídeo em suas redes sociais usando algemas e disse que irá ao Senado de “coração aberto”.

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