OMS alerta jovens sobre coronavírus e pede que eles limitem vida social: 'Vocês não são invencíveis'

BRUXELAS — Se o novo coronavírus é particularmente perigoso para os idosos ou para aqueles com patologias graves, o chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou, nesta sexta-feira, aos jovens que eles "não são invencíveis", pedindo também que limitem sua vida social para preservar os mais frágeis.

— Hoje tenho uma mensagem para os jovens: vocês não são invencíveis. Esse vírus pode levá-los ao hospital por semanas, e até matá-los — declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus em uma coletiva de imprensa online de Genebra. — Mesmo que não fiquem doentes, as escolhas que fazem podem ser uma questão de vida ou morte para outra pessoa.

No começo da semana, Ghebreyesus já havia confirmado que há registro de morte de crianças por causa do vírus, sem dar mais detalhes sobre o perfil da vítimas, e pediu a realização de "testes para cada caso suspeito".

O exemplo de Wuhan, epicentro da pandemia na China, onde nenhum caso de origem local foi registrado desde quinta-feira, é uma "esperança" para o mundo, disse o diretor-geral da OMS.

— Ontem [quinta-feira], Wuhan não registrou novos casos pela primeira vez desde o surgimento da epidemia — afirmou. — Wuhan dá esperança ao resto do mundo, mostrando que mesmo a situação mais grave é reversível.

Pelo segundo dia consecutivo, a China não registrou nenhuma nova contaminação local nesta sexta-feira, embora o número de casos importados tenha atingido um recorde (39).

A Itália, por sua vez, paga o preço mais alto e agora está à frente da China, com 41.035 casos e 3.405 mortes.

No total, a pandemia matou pelo menos 10.316 pessoas em todo o mundo desde seu surgimento em dezembro, mais da metade, 5.168, na Europa, segundo uma contagem da AFP. Mais de 246.440 casos de infecção foram detectados em 161 países e territórios.