OMS busca acesso a pacientes de Gaza e retiradas após conflito

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Médico palestino trabalha em hospital de Gaza

GENEBRA (Reuters) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu nesta sexta-feira acesso a pacientes na Faixa de Gaza e passagem livre para retirá-los para tratamento médico, enquanto profissionais de saúde enfrentam dificuldades para cuidar dos doentes e feridos depois de 11 dias de violência.

Fadela Chaib, porta-voz da OMS, disse em uma entrevista coletiva em Genebra que cerca de 600 pacientes, inclusive alguns com problemas crônicos, precisam ser tratados fora do enclave palestino, mas que não têm conseguido fazê-lo devido ao fechamento de passagens.

"É muito importante ajudarmos os palestinos a obterem o cuidado de que necessitam, especialmente ajudando-os a receber tratamento fora da Faixa de Gaza", disse.

A OMS está presente no local, explicou Chaib, mas não conseguiu confirmar se atualmente a entidade tem qualquer acesso do exterior. Outras agências de auxílio se queixam de limitações no acesso humanitário e nos suprimentos de remédios.

Dezenas de centros de saúde foram danificados durante os bombardeios israelenses no início deste mês, o que levou a OMS a alertar que as instalações correm risco de ficar sobrecarregadas.

"A capacidade do sistema de saúde de reagir está completamente arrasada", disse Helen Ottens-Patterson, chefe da missão dos Médicos sem Fronteiras (MSF) em Gaza, aos jornalistas no começo desta semana.

Os profissionais de saúde também expressaram temores de uma possível disparada de infecções de Covid-19 após o conflito mais recente, já que muitas pessoas deslocadas pelos bombardeios estão abrigadas juntas.

(Por Emma Farge e Stephanie Nebehay)

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