OMS diz que exemplo de Wuhan é 'esperança' diante de pandemia

Tedros Adhanom Ghebreyesus

O exemplo de Wuhan, epicentro da epidemia de coronavírus na China, onde nenhum caso de origem local foi registrado desde quinta-feira, é uma "esperança" para o mundo, disse nesta sexta-feira o diretor-geral da OMS.

"Ontem, Wuhan não registrou novos casos pela primeira vez desde o surgimento da epidemia", afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus em uma coletiva de imprensa online de Genebra.

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"Wuhan dá esperança ao resto do mundo, mostrando que mesmo a situação mais grave é reversível", acrescentou.

Pelo segundo dia consecutivo, a China não registrou nenhuma nova contaminação local nesta sexta-feira, embora o número de casos importados tenha atingido um recorde (39).

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A Itália paga o preço mais alto e agora está à frente da China, com 41.035 casos e 3.405 mortes.

No total, a pandemia matou pelo menos 10.316 pessoas em todo o mundo desde seu surgimento em dezembro, mais da metade (5.168) na Europa, segundo uma contagem da AFP de fontes oficiais.

Mais de 246.440 casos de infecção foram detectados em 161 países e territórios.

Se a doença Covid-19 é particularmente perigosa para os idosos ou para aqueles com patologias graves, o chefe da OMS alertou os jovens que eles "não são invencíveis", pedindo também que limitem sua vida social para preservar os mais frágeis.

"Hoje tenho uma mensagem para os jovens: vocês não são invencíveis. Esse vírus pode levá-los ao hospital por semanas - e até matá-los", declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"Mesmo que não fiquem doentes, as escolhas que fazem podem ser uma questão de vida ou morte para outra pessoa", acrescentou.

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