OMS e UE criticam disparidade de acesso a vacina após um ano de Covax

Stephanie Nebehay e Emma Farge
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Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em Genebra

Por Stephanie Nebehay e Emma Farge

GENEBRA (Reuters) - As vacinas contra coronavírus continuam fora de alcance dos países mais pobres, disse o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta sexta-feira, o primeiro aniversário do esquema de compartilhamento de doses Covax.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, tem criticado as desigualdades na distribuição de vacina e apelado a países mais ricos para que compartilhem suas doses excedentes para ajudar a inocular profissionais de saúde de países de renda baixa.

Mais de 3,2 milhões de pessoas já morreram na pandemia global.

"Quase 900 milhões de doses de vacina já foram administradas globalmente, mas mais de 81% foram para países de renda alta ou média-alta, enquanto países de renda baixa só receberam 0,3%", disse Tedros em um relatório sobre o Acelerador ACT (Acesso a Ferramentas contra Covid-19), criado um ano atrás.

A Comissão Europeia disse que fechou o maior acordo mundial de suprimento de vacinas, concordando em comprar até 1,8 bilhão de doses de vacinas contra Covid-19 da Pfizer para os próximos anos, em meio a um debate sobre um acesso desigual das pessoas mais pobres do mundo aos imunizantes.

Em uma mensagem gravada enviada à coletiva de imprensa da OMS, sua presidente, Ursula Von der Leyen, disse: "A reação de líderes demais foi 'meu país primeiro'. Fizemos uma escolha diferente. Sabíamos que precisávamos combater este vírus não somente em casa, mas em todos os continentes e países, das megacidades da Ásia aos vilarejos mais remotos da África".