OMS Europa pede flexibilidade segura no intervalo de doses da vacina contra Covid-19

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LONDRES/ZURIQUE (Reuters) - Os países europeus que estão aplicando a vacina da Pfizer-BioNTech contra Covid-19 devem ser flexíveis sobre o tempo entre a primeira e a segunda doses, disse nesta quinta-feira o diretor da Organização Mundial da Saúde para a região.

Os comentários de Hans Kluge, da OMS, ocorrem no momento em que alguns países, incluindo Reino Unido, estão tentando compensar o baixo estoque de vacinas estendendo o intervalo entre a primeira e a segunda doses em até 12 semanas e considerando volumes menores de algumas vacinas.

Kluge disse que é importante encontrar um equilíbrio entre aproveitar ao máximo os suprimentos limitados e proteger o maior número de pessoas possível.

"É importante que tal decisão represente um compromisso seguro entre a capacidade de produção global limitada no momento e o imperativo para que os governos protejam o maior número possível de pessoas enquanto reduzem a pressão de qualquer onda subsequente nos sistemas de saúde", disse ele em briefing.

As propostas para prolongar o intervalo entre a primeira e a segunda doses têm gerado um intenso debate entre os cientistas. A Pfizer e a BioNTech alertaram que não têm evidências de que a vacina continuaria a ser protetora se a segunda dose fosse administrada mais de 21 dias após a primeira.

A UE aprovou o uso emergencial da vacina Pfizer-BioNTech há duas semanas e centenas de milhares de europeus a tomaram desde o início da campanha, há pouco mais de uma semana.

(Reportagem de John Miller e Kate Kelland)