OMS registra número recorde de casos de coronavírus em um único dia

Pacientes com COVID-19 são atendidos em hospital de campanha montado em um ginásio esportivo em Santo André, interior de São Paulo, 11 de maio de 2020

A OMS reportou nesta quarta-feira (20) o maior número de casos de COVID-19 em um único dia desde o início da pandemia, particularmente em Estados Unidos, Brasil, Rússia, Arábia Saudita, Índia, Peru e Catar.

"Ainda temos um longo caminho a percorrer nesta pandemia de COVID-19. Nas últimas 24 horas, 106.000 casos foram reportados à OMS - a cifra mais alta em um único dia desde o início da pandemia", alarmou-se o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde.

"Cerca de dois terços destes casos foram declarados em quatro países", informou o diretor da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva de imprensa virtual em Genebra.

Tedros não informou os países, mas segundo o último informe da OMS, publicado em sua página na Internet, tratam-se de Estados Unidos, Rússia, Brasil e Arábia Saudita, seguidos de Índia, Peru e Catar.

"Estamos muito preocupados com o número crescente de casos nos países com renda baixa ou média", onde o sistema de saúde "tem dificuldades ou é inexistente e as medidas de distanciamento físico são mais difíceis de aplicar", destacou Tedros.

Estes países são de fato mais vulneráveis no campo econômico ao desmoronamento das trocas comerciais e dos deslocamentos internacionais, que os privam em particular da receita turística indispensável.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) avaliou nesta quarta-feira em um relatório que o índice de desenvolvimento humano, que mede a educação, a saúde e a qualidade de vida, está recuando este ano pela primeira vez em várias décadas, devido a consequências sanitárias, sociais e econômicas da pandemia.

Em breve será alcançada a marca dos cinco milhões de casos no mundo, disse Michael Ryan, encarregado de emergências sanitárias da OMS.

Surgida na China no fim de 2019, a pandemia do novo coronavírus matou mais de 325.000 pessoas, segundo balanço da AFP.