Onda de calor matou mais de 500 pessoas na Espanha, afirma governo

AP - Paul White

A onda de calor que atinge a Espanha há dez dias provocou a morte de "mais de 500 pessoas", afirmou nesta quarta-feira (20) o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, durante uma visita a uma zona afetada por um incêndio na região de Aragão, no noroeste do país.

"Durante esta onda de calor, segundo os registros, mais de 500 pessoas morreram vítima das altas temperaturas", informou Sánchez.

"Peço à população que tome precauções extremas", sugeriu o presidente socialista, que voltou a repetir que "a emergência climática é uma realidade" e que "a mudança climática mata". Sánchez já usou termos semelhantes em outras ocasiões durante a última onda de calor que alcançou máximas de 45 ºC em algumas regiões e alimentou vários incêndios que devastaram dezenas de milhares de hectares em todo o país.

O número de mortes que Sánchez citou é uma referência às estimativas feitas pelo instituto público Carlos III, que faz um cálculo estatístico do aumento da mortalidade por causas precisas, como o aumento da temperatura.

Nesta terça-feira (19), o governo de Portugal também confirmou que mil pessoas morreram vítimas da onda de calor na região. O Ministério da Saúde português reconheceu que faltou "preparo" para enfrentar a situação.

Espanha enfrentou piores incêndios desde 2004

A Espanha, assim como outros países da Europa, enfrentou uma forte onda de calor nos últimos dias, que tem provocado inúmeros incêndios, que já queimaram dezenas de milhares de hectares em várias áreas do país.

"As mudanças climáticas matam. Matam pessoas, como vimos, matam também o nosso ecossistema, a nossa biodiversidade", disse o presidente do governo, Pedro Sánchez, durante uma visita à Extremadura, região do sudoeste do país que tem sido particularmente afetada pelos incêndios.

"Até agora este ano, mais de 70.000 hectares já foram destruídos como resultado dos incêndios em nosso país (...) quase o dobro da média da última década", apontou Sánchez. A Sierra de la Culebra, onde foi deflagrado o incêndio de Losacio, já havia sofrido um grande incêndio em junho, durante uma onda de calor anterior, que afetou cerca de 30.000 hectares.

Espanha enfrentou piores incêndios desde 2004

Devido ao número de hectares, foi o incêndio florestal mais importante na Espanha desde 2004, segundo a ONG ambientalista WWF. Na segunda-feira, quase toda a Espanha ainda estava em alerta por "risco extremo" de incêndio, o nível mais alto. O país, que vem registrando desde 10 de julho temperaturas máximas bem acima dos 40 ºC, deve ter uma trégua na terça-feira, mas o calor pode retornar a partir desta quarta-feira (20), alertou a Agência Meteorológica (Aemet).

(Com informações da AFP)

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