Onda de descobertas de documentos sigilosos nos EUA atinge Mike Pence

*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  26-06-2018, 15h00: O presidente Michel Temer e o vice presidente norte Americano Mike Pence durante declaração à imprensa no Palácio do Itamaraty. Ele está em uma visita oficial de 2 dias ao Brasil. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 26-06-2018, 15h00: O presidente Michel Temer e o vice presidente norte Americano Mike Pence durante declaração à imprensa no Palácio do Itamaraty. Ele está em uma visita oficial de 2 dias ao Brasil. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mike Pence, vice-presidente dos Estados Unidos durante o governo de Donald Trump, é o mais recente envolvido na série de controvérsias de documentos sigilosos do país. Um advogado do republicano descobriu cerca de uma dúzia de arquivos secretos na casa do ex-vice em Carmel, no estado de Indiana, e os entregou ao FBI, a polícia federal americana, de acordo com a CNN americana.

A busca se deu depois que arquivos semelhantes foram encontrados no escritório particular e na residência do presidente Joe Biden. A nova descoberta, porém, ganha força porque Pence vinha dizendo repetidamente que não tinha nenhum documento confidencial em sua posse.

Ainda não há clareza sobre os assuntos e a sensibilidade dos materiais encontrados. Segundo a CNN, a equipe de Pence planeja notificar o Congresso dos EUA ainda nesta terça-feira (24).

O canal afirma que a busca na residência foi um pedido do próprio Pence. Parte dos documentos encontrados em quatro caixas na casa do ex-vice continha material sigiloso. O advogado do republicano teria então notificado o Arquivo Nacional que, por sua vez, informou o Departamento de Justiça.

Na sequência, o FBI solicitou o recolhimento dos arquivos, e Pence assentiu. Segundo uma carta da equipe dele ao Arquivo Nacional, "o vice-presidente não sabia da existência de documentos confidenciais em sua casa" e "entende a grande importância de proteger" o material e cooperar com a investigação.

No caso de Trump, várias centenas de documentos sigilosos do governo, além de milhares de outros papéis e fotos não confidenciais, foram parar em seu clube e residência na Flórida, em Mar-a-Lago, depois de ele deixar a Presidência. Alguns estavam em caixas, no armário de um depósito trancado, e o FBI achou outros no escritório de Trump, incluindo em sua mesa de trabalho, segundo documentos judiciais.

No caso de Biden, algo que a administração descreveu como "um pequeno número de documentos marcados como sigilosos" foram encontrados num armário trancado na sala de um think tank de Washington, o Centro Penn Biden para Diplomacia e Engajamento Global. O político usou o espaço periodicamente depois de deixar a Vice-Presidência, em 2017, e antes de iniciar a campanha de 2020.

Uma revista subsequente na casa de Biden em Wilmington, no estado de Delaware, trouxe à tona outra leva de documentos, num espaço que segundo a Casa Branca é de armazenagem na garagem, além de um documento de uma página "entre materiais guardados numa sala adjacente".

A descoberta de uma terceira leva também encontrada em Wilmington foi divulgada por advogados de Biden no último sábado (21). Foram encontrados seis papéis sigilosos, alguns dos quais do período em que o democrata foi senador e outros de seu período na Vice-Presidência.