ONG contra decreto italiano sobre migração

O novo decreto italiano sobre fluxos migratórios exige que os navios das ONG efetuem apenas um salvamento de cada vez. O comandante do navio é também obrigado a recolher os dados pessoais dos migrantes e quaisquer pedidos de asilo diretamente a bordo.

Para a advogada Nazzarena Zorzella, trata-se de uma condição impraticável, porque contradiz a diretiva europeia de 2013 sobre proteção internacional. E este não seria o único direito internacional violado pelo decreto.

O responsável pelas operações de salvamento da organização Médicos Sem Fronteiras, Juan Matías Gil, considera que o capitão de um navio deve salvar toda a gente - pois é um dever legal e humanitário.

Os Médicos Sem Fronteiras e as outras ONGs continuarão a lutar contra o decreto, apelando, se necessário, também ao Presidente da República de Itália.