ONG denuncia morte de 148 pessoas por gangues no Haiti desde abril

(Março) Milhares de haitianos manifestam-se em Porto Príncipe contra os sequestros e a violência no país (AFP/Valerie Baeriswyl) (Valerie Baeriswyl)

Um total de 148 pessoas foram mortas entre o fim de abril e o começo de maio no norte da capital haitiana, em meio a confrontos entre gangues rivais, anunciou nesta terça-feira uma organização de defesa dos direitos humanos.

"Pelo menos cento e quarenta e oito pessoas foram mortas, incluindo sete bandidos, executados por seu chefe", indicou a Rede Nacional de Defesa dos Direitos Humanos (RNDDH), após uma investigação nos bairros afetados pelas gangues.

Denunciando "um massacre de crueldade inédita", a RNDDH informou que pessoas foram assassinadas com armas brancas e de fogo. Outras vítimas foram queimadas vivas "dentro de suas casas incendiadas" ou "nas ruas, com pneus". "A maioria das mulheres e meninas assassinadas foram estupradas antes."

A organização denunciou a existência de uma vala comum com 30 corpos enterrados por uma das gangues, uma vez que os cadáveres, abandonados na rua, estavam em decomposição.

Nove mil moradores dos bairros afetados fugiram da guerra entre as quadrilhas, que devastam há décadas os bairros mais pobres de Porto Príncipe, mas ampliaram seu domínio sobre a cidade nos últimos anos, multiplicando os assassinatos e sequestros.

O governo não se pronunciou sobre esse cerco à capital, que impede qualquer saída segura para o restante do país.

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