ONG espanhola resgata 263 migrantes, mas lamenta seis mortes

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Migrantes são resgatados em operação em 29 de agosto de 2020, frente à costa de Malta
Migrantes são resgatados em operação em 29 de agosto de 2020, frente à costa de Malta

Seis migrantes morreram nesta quarta-feira (11) após sua embarcação afundar no Mediterrâneo com mais de 100 pessoas a bordo, a maioria delas resgatadas pelo barco humanitário Open Arms, informou a ONG de mesmo nome.

Esta embarcação espanhola, que leva a bordo 263 migrantes, anunciou nesta quarta-feira à noite a morte de um bebê de seis meses originário da Guiné, elevando de cinco para seis o número total de falecidos.

"Uma bebê de 6 meses acaba de falecer como consequência do naufrágio. Não resistiu após ser evacuada de maneira urgente", explicou a ONG espanhola no Twitter.

A guarda costeira italiana anunciou o envio de um barco de socorro, com médicos, da ilha de Lampedusa para evacuar os migrantes em estado mais crítico.

Antes da chegada da guarda costeira, o número total de migrantes a bordo da embarcação da ONG Open Arms era de 263, após a realização de três operações de resgate nesta quarta-feira.

"As equipes de resgate estão na água tentando salvar cerca de 100 pessoas", informou ao meio-dia pelo Twitter a ONG.

"O piso da embarcação cedeu, é o que acontece quando são abandonados no mar", completou.

A Open Arms é a única embarcação humanitária presente atualmente no Mediterrâneo, após a retenção por motivos diversos de barcos de outras ONGs em portos italianos.

O ano de 2020 tem sido marcado pelo aumento no número de embarcações clandestinas de migrantes que tentam chegar à Europa através da perigosa rota central do Mediterrâneo, que conecta a Líbia e a Tunísia com a Itália.

Mais de 20.000 migrantes morreram afogados no Mediterrâneo nos últimos sete anos, de acordo com a Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR).

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