ONG pedem acção da UE no Mediterrâneo

ONG pedem acção da UE no Mediterrâneo

Grupo de organizações não governamentais envolvidas em operações de busca e salvamento no Mar Mediterrâneo pede ajuda à União Europeia para lidar com o aumento do número de pessoas que arriscam a perigosa travessia.

Sea-Watch, Médicos Sem Fronteiras e SOS Mediterrâneo resgataram milhares de pessoas de barcos sobrelotados e sem condições nas últimas semanas.

Em cinco dias, o Geo Barents, um navio de busca e salvamento operado pelos Médicos Sem Fronteiras, e o Ocean Viking, fretado pela SOS MEDITERRâneo, pela Cruz Vermelha e pelo Crescente Vermelho, resgataram dezasseis barcos em perigo.

O Geo Barents teve até esta manhã a bordo mais de 600 pessoas, incluindo mais de 150 menores. Desembarcaram no porto italiano de Tarento ao fim de nove dias no mar, sem resposta oficial das autoridades, apesar dos pedidos enviados para Itália e Malta.

Os membros das ONG alertam para os riscos envolvidos no aumento do número de travessias e apelam aos Estados membros europeus para fornecerem uma frota de busca e salvamento adequada, dedicada e proactiva para operar no Mediterrâneo, como parte de um mecanismo europeu para salvar vidas

Para o director de Operações da SOS Mediterrâneo, "estes são momentos muito importantes de consciência colectiva para perceber que este mecanismo é essencial para salvar vidas. Xavier Lauth está a bordo do do Ocean Viking e sublinha que "é fundamental que as situações de salvamento sejam devidamente coordenadas e organizadas e não deixadas à sociedade civil ou, por vezes, a embarcações de pesca comercial que também efectuam salvamentos no mar com os poucos meios de que dispõem."

"Penso que este momento, em que a Europa e todos os cidadãos europeus tomam consciência da gravidade da situação no Mediterrâneo central, é também um momento chave para apelar a todos os Estados e pedir uma vez mais a este mecanismo coordenado de salvamento no mar," apela o ativista.

Desde que a União Europeia pôs fim à busca e salvamento no Mediterrâneo, as operações são deixadas ao critério dos Estados, mas as ONG dizem que muitos ignoram os pedidos de socorro e algumas até trabalham com as autoridades líbias para repatriar os requerentes de asilo.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações, o Mediterrâneo central é a rota de migração mais mortífera do mundo, com quase 20.000 pessoas mortas ou desaparecidas desde 2014.

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