ONG Save the Children confirma que dois funcionários morreram em massacre em Mianmar

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Veículos carbonizados, fotografados em 25 de dezembro de 2021 em Hpruso, no estado birmanês de Kayah (AFP/Handout) (Handout)

A ONG Save the Children confirmou nesta terça-feira (28) a morte de dois funcionários que estavam desaparecidos desde o massacre de 35 civis em Mianmar em 24 de dezembro.

"É com profunda tristeza que confirmamos que dois membros da Save the Children estavam entre as pelo menos 35 pessoas, incluindo mulheres e crianças, que morreram em 24 de dezembro em um ataque do exército de Mianmar no estado de Kayah", afirmou a ONG em um comunicado.

A ONG explicou que os dois homens assassinados eram jovens pais de família. Um deles era encarregado de formar professores e o outro havia se unido à ONG há seis anos.

Os combatentes locais contra a junta militar e um grupo de vigilância acusaram as tropas militares de atacar Hpruso após os confrontos com os dissidentes da região.

No sábado foram divulgadas fotos nas redes sociais que mostravam dois caminhões e um carro incendiados em uma estrada do município de Hpruso, ao leste do estado de Kayah, com vários corpos carbonizados.

No mesmo dia, o porta-voz da junta Zaw Min Tun admitiu que houve combates na região no dia anterior e que os soldados mataram um certo número de pessoas, mas sem dar detalhes.

Os dois funcionários da ONG "trabalhavam em uma resposta humanitária em uma comunidade próxima quando se viram bloqueados pelo ataque", afirmou a organização.

"Os militares forçaram as pessoas a saírem de seus carros, prenderam algumas, mataram muitas e queimaram os corpos", segundo a ONG.

"Estamos impactados pela violência contra civis e nossa equipe, que são trabalhadores humanitários comprometidos, que ajudam milhões de crianças necessitadas em Mianmar", declarou sua diretora-geral Igner Ashing.

O país vive um cenário de caos desde o golpe de Estado de fevereiro, com mais de 1.300 pessoas mortas na repressão das forças de segurança, segundo uma organização local.

Os Estados Unidos, "preocupados com a brutalidade do regime militar", pediram nesta terça-feira por meio do secretário de Estado, Antony Blinken, um embargo à venda de armas para Mianmar.

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